PF irá investigar visita de prefeita de Belford Roxo a Márcio Canella na prisão
A ex-aliada de Canella teria se apresentado como advogada, o que fez a Secretaria Estadual de Polícia Penal instaurar uma investigação para apurar irregularidades

A atual prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta, visitou o deputado estadual eleito, Márcio Canella, (União Brasil), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no último domingo (18). A gestora pública teria se apresentado como advogada para poder entrar em Gericinó. Márcio Canella está preso desde a semana passada, por causa das investigações da Operação Unha e Carne 8, da Polícia Federal. Ele não tem permissão para receber visitas.
A Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen), informou que a prefeita, também conhecida como Mariana Canella, se apresentou como advogada.
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Após confirmar que a visita recebida por Márcio Canella, era a gestora de Belford Roxo, o órgão alegou que entrou em contato com a Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ainda de acordo com a Seppir, foi instaurada uma investigação para averiguar possíveis irregularidades cometidas por parte de policiais penais.
Quem é Mariana Malta?
Antes de assumir o cargo de prefeita, Mariana Malta trabalhou como assessora de Márcio Canella na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), por 7 anos.
Nas eleições municipais de 2024, ela foi eleita a vice-prefeita de Belford Roxo, tendo como cabeça de chapa Márcio Canella. O mandato é de 2025 a 2028.
Mariana tomou posse como prefeita em abril deste ano, depois que Canella deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Pouco depois de ser alvo de uma das etapas da operação Carne e Unha, o político desistiu de concorrer ao Senado e se candidatou para a Alerj.
Canella foi eleito com 197.178 votos, o que corresponde a 2,24% dos votos válidos, sendo o segundo candidato mais votado.
Prisão de Canella
O deputado estadual eleito foi preso pela Polícia Federal, na última quinta-feira (15). Ele está sendo acusado de participar de uma organização criminosa armada que teria usado uma rede de 96 postos de combustíveis para lavar dinheiro.
O político é considerado pela PF como articulador do grupo criminoso.