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Viradouro recebe Jongo da Serrinha para vivência sobre tradição e ancestralidade

Vivência reuniu integrantes da escola e crianças do Instituto Viradouro em preparação para o Carnaval 2027

relogio min de leitura | Redação
A atividade foi proposta pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e integra a preparação da Viradouro para o Carnaval 2027
A atividade foi proposta pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e integra a preparação da Viradouro para o Carnaval 2027 -

A Unidos do Viradouro recebeu, na última quarta-feira (7), representantes do Jongo da Serrinha para uma vivência dedicada à música, à dança e aos fundamentos do jongo. Realizado na quadra da escola, em Niterói, o encontro reuniu integrantes da agremiação, casais de mestre-sala e porta-bandeira e crianças do Instituto Viradouro, proporcionando um contato direto com uma tradição de matriz africana transmitida entre gerações.

A atividade foi proposta pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e integra a preparação da Viradouro para o Carnaval 2027. Com o enredo “Griô”, a escola destaca a tradição dos contadores de histórias da África Ocidental e a importância da oralidade na preservação e transmissão de memórias, conhecimentos e saberes entre gerações, valorizando a ancestralidade e o legado cultural negro.


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“O jongo é uma tradição oral. A gente aprende com os nossos mais velhos e vai passando para as futuras gerações. Mesmo aqueles que já se foram deixaram um legado importante para a nossa história, e é por meio da tradição oral que mantemos viva essa memória e fazemos com que ela chegue aos mais novos”, afirma Lazir Sinval, do Jongo da Serrinha.

De origem africana, com raízes em Angola, o jongo foi trazido ao Brasil por africanos escravizados e permanece vivo em comunidades da Região Sudeste. A tradição é transmitida principalmente pela oralidade, com os mais velhos exercendo papel fundamental na preservação dos saberes e da memória dos ancestrais.

Durante a vivência, os participantes conheceram os ritmos, movimentos e significados do jongo diretamente com representantes do grupo. A presença das crianças do Instituto Viradouro também marcou o encontro, aproximando as novas gerações de uma manifestação cultural que tem na transmissão de conhecimentos um de seus fundamentos.

“A gente está vivendo o nosso enredo. A oralidade chegou aqui, as histórias deles chegaram para a gente. E vai nos ajudar a entregar o nosso trabalho com mais potência na avenida”, afirma Ana Formighieri, coreógrafa do segundo e terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira.

A iniciativa faz parte das atividades de preparação da Viradouro para o próximo Carnaval, aproximando os integrantes da escola das manifestações culturais, histórias e tradições que dialogam com o enredo de 2027.

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