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Eduardo Paes vai ao STF contra decisão que deu vitória a Douglas Ruas no primeiro turno

Coligação do candidato do PSD pretende apresentar medida cautelar para tentar garantir a realização do segundo turno no Rio

relogio min de leitura | Redação
Paes chegou a classificar como uma “armação” o movimento político relacionado à anulação dos votos de Garotinho
Paes chegou a classificar como uma “armação” o movimento político relacionado à anulação dos votos de Garotinho -

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (8). A coligação de Eduardo Paes (PSD) anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.

A equipe jurídica de Paes pretende apresentar ao STF um pedido de medida cautelar para tentar suspender os efeitos da decisão do TSE e garantir a realização do segundo turno entre Paes e Ruas. O caso envolve os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho, que teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. O TSE decidiu que esses votos não poderiam ser considerados na definição do resultado da eleição.

Com a retirada dos votos de Garotinho da contagem dos votos válidos, o percentual de Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88%. Com isso, o candidato do PL ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos e passou a ser considerado eleito no primeiro turno.


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Antes da decisão do TSE, a apuração das urnas apontava para um segundo turno entre Ruas e Eduardo Paes. Com 100% dos votos contabilizados e os votos de Garotinho incluídos, os dois candidatos haviam sido os mais votados na disputa pelo Palácio Guanabara.

A coligação de Paes questiona justamente a alteração do resultado após a eleição. Para os aliados do candidato do PSD, a votação realizada nas urnas indicava a necessidade de um segundo turno e a mudança posterior não deveria retirar dos eleitores a possibilidade de uma nova escolha.

A equipe jurídica também sustenta que a decisão precisa levar em consideração a manifestação dos eleitores registrada no dia da votação. O grupo afirma que pretende levar ao Supremo os argumentos relacionados à soberania popular e à forma como os votos de Garotinho foram considerados no processo eleitoral.

Paes chegou a classificar como uma “armação” o movimento político relacionado à anulação dos votos de Garotinho. A declaração, no entanto, representa a posição do candidato e de sua coligação sobre o caso.

Enquanto o recurso não é analisado pelo STF, o cenário eleitoral permanece marcado pela disputa jurídica. A decisão do TSE determinou a retirada dos votos de Garotinho e a retotalização da eleição, procedimento que altera o cálculo dos votos válidos e coloca Douglas Ruas acima dos 50%.

A tentativa da coligação de Paes no Supremo poderá, portanto, definir se o resultado estabelecido após a decisão do TSE será mantido ou se o processo eleitoral do Rio terá novamente um segundo turno. Por enquanto, Douglas Ruas aparece como vencedor no primeiro turno após a decisão da Justiça Eleitoral, enquanto Eduardo Paes busca no STF uma medida que possa reabrir a disputa pelo governo do estado.

Após a decisão de TSE, a coligação 'Juntos Para Mudar, Coragem Para Reconstruir', encabeçada por Eduardo Paes para as eleições ao governo do Estado do Rio, divulgou a seguinte nota oficial: 

“Com base nos votos divergentes apresentados no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que defenderam o respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador, a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão. A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo.”

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