Sob sol e chuva, comerciários permanecem no Sindicato dos Empregados do Comércio para remover contribuição sindical
Trabalhadores denunciam que não houve distribuição de senhas e que havia pessoas furando filas, além das longas horas de espera

Pelo terceiro dia consecutivo, comerciários formam longas filas na porta do Sindicato dos Empregados no Comércio, no Centro de São Gonçalo, nesta quarta-feira (7). Mesmo embaixo de chuva, os trabalhadores permanecem no local com o objetivo de negar o desconto da contribuição sindical.
Trabalhadores, que preferiram não se identificar, estavam na fila desde às 6h da manhã e relataram que não houve distribuição de senhas e que haviam pessoas furando a fila. Por volta das 11h30 a fila havia passado na Instituição Cristã Amor ao Próximo.

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"Não sabemos nem se vamos ser atendidos, esse é o problema. Porque eles param no horário de almoço e no retorno deles não sabemos se vamos ser atendidos. É um descaso, porque isso poderia ser online, não tem necessidade da gente ficar em uma fila tão grande assim", disse a gerente de atendimento, Fabiane Barbosa, de 37 anos, que chegou às 8h, que contou que uma colega dela chegou às 8h e só conseguiu ser atendida às 17h.
Entre cadeiras de praia e guarda chuvas, os trabalhadores enfrentaram horas de espera para negar o desconto da contribuição assistencial.
"Esse desconto é um absurdo, a gente não tem nem tempo para usar os serviços que eles fornecem para a gente. Se pelo menos funcionasse no sábado para a gente poder vim, mas não é de segunda a sexta-feira no horário que a gente está trabalhando. A gente fica aqui porque não tem sentido a gente pagar uma coisa que a gente não vai usar”, falou a gerente de atendimento Leila Machado, 38 anos.

Os trabalhadores contaram que esse ano o descaso está ainda mais grave, em razão da logística de atendimento do local.
“Aqui em São Gonçalo é a primeira vez que passo por isso, as outras vezes eu fiz em Niterói. Inclusive, foi um descaso também, mas eu acho que a mobilidade estava mais fácil. Pelo que eu soube, tem que subir até o 9º andar, parece que vai de 5 em cinco pessoas, para demorar mais com certeza”, disse o funcionário da área administrativa de farmácia, Giovane Souza, de 45 anos.

Para o trabalhador, nesta quarta-feira (7), eles estão com ‘sorte’ pois o dia não está quente, uma vez que nesta terça-feira pessoas passaram mal.
“Momentaneamente, hoje ainda está tranquilo porque não está aquele ‘solzão’. Eu soube que ontem foi o maior ‘solzão’ aqui e teve pessoas que passaram mal na fila. Por enquanto, a gente consegue chegar lá”, disse o trabalhador.

Os trabalhadores podem entregar o documento negando o desconto até a próxima sexta-feira (9), das 9h às 17h.

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca


