Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina
Presidente diz que pode agir para garantir interesses da Casa Branca

Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, voltou a fazer ameaças de uso da força militar em países da América Latina e Caribe para garantir os interesses da Casa Branca na região.
“Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, disse.
Trump participou, nesta terça-feira (22), da abertura da 81º Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou, entre outros temas, que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
Leia também:
Quem são as vítimas do acidente com helicóptero que matou o cantor sertanejo Rick
Cantor Rick, da dupla com Renner, morre aos 59 anos após acidente de helicóptero
O presidente dos EUA Donald Trump destacou, em seu discurso na ONU, a invasão ilegal promovida contra a Venezuela, em janeiro deste ano. Ele comemorou o “acordo” petroleiro firmado com a presidente Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono.
“Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado. Ao vencedor pertencem os espólios; todos vocês já ouviram isso”, comentou Trump. Os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro alegando que Caracas seria um “narcoestado”, argumento rejeitado por especialistas.
Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA retirou a acusação de que ele lideraria o suposto “Cartel de Los Soles”. A existência desse grupo não é consenso entre especialistas.
Na semana passada, os EUA retiraram a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005.
Trump ainda voltou a fazer ameaças a Cuba. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos EUA em sinal de protesto.