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Martinho vira o jogo e Vila Isabel leva apenas samba de sua parceria para o Carnaval de 2027 na Sapucaí

Escola do Rio surpreendeu mundo do samba ao suspender junção de duas músicas e anunciar que apenas a obra liderada pelo presidente de honra da escola representará o enredo 'Torto Arardo' - sobre a terra há de viver sempre o mais forte'

relogio min de leitura | Redação
Martinho da Vila, que é presidente de honra da escola, disse que não havia sido consultado e afirmou ter pedido pra que seu nome fosse retirado da junção. Escola desfez decisão, o que levou alguns compositores a anunciarem que não vão participar do concurso do ano que vem
Martinho da Vila, que é presidente de honra da escola, disse que não havia sido consultado e afirmou ter pedido pra que seu nome fosse retirado da junção. Escola desfez decisão, o que levou alguns compositores a anunciarem que não vão participar do concurso do ano que vem -

Três dias após anunciar que o samba oficial para o Carnaval 2027 seria resultado da junção de duas obras, a Unidos de Vila Isabel voltou atrás e confirmou, nesta terça-feira (15), que levará para a Marquês de Sapucaí o samba nº 13, assinado por Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz.

A decisão representa uma mudança em relação ao resultado anunciado após a final de samba-enredo, realizada no último sábado (12), quando a direção da escola informou que a obra escolhida seria formada pela união dos sambas nº 5 e nº 13. A proposta, incomum entre as escolas do Grupo Especial, provocou reações no mundo virtual do samba e também gerou uma crise interna na agremiação. Alguns compositores que participaram do concurso chegaram a anunciar que não estarão no processo do próximo ano.

A fusão também causou desconforto em Martinho da Vila, um dos maiores símbolos da escola e presidente de honra da agremiação. Em entrevista à coluna “Gente”, da revista Veja, o cantor e compositor afirmou que não havia sido consultado sobre a decisão e pediu que seu nome fosse retirado da composição resultante da junção das obras.


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Diante da repercussão, a direção da Vila Isabel realizou reuniões com os carnavalescos e a equipe de Carnaval e decidiu desfazer a parceria inicialmente anunciada. Segundo a escola, a definição levou em consideração tanto aspectos artísticos quanto a trajetória de Martinho na agremiação. 

A polêmica decisão gerou protestos no mundo virtual do samba e também uma crise interna na agremiação
A polêmica decisão gerou protestos no mundo virtual do samba e também uma crise interna na agremiação |  Foto: Divulgação

Aos 88 anos, o compositor completa seis décadas de ligação com a azul e branca de Noel e ocupa o cargo de presidente de honra da escola. A relação histórica com a Vila Isabel foi apontada como um dos principais fatores para a decisão de preservar integralmente o samba nº 13.

Além do vínculo de Martinho com a agremiação, a equipe de Carnaval avaliou que a obra possui força poética para desenvolver na Avenida a história proposta pelo enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no livro do escritor Itamar Vieira Junior.

Com a decisão, a direção de Carnaval já iniciou o trabalho com os compositores. Ajustes de letra e melodia poderão ser realizados até a definição da versão final que será apresentada no desfile. A mudança encerra a discussão sobre a fusão anunciada após a final de samba-enredo e coloca novamente Martinho da Vila como protagonista na construção da obra que representará a escola na Avenida, justamente no ano em que celebra 60 anos de trajetória na azul e branca.

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