Hospital Estadual Alberto Torres, em SG, conquista, pela segunda vez, prêmio internacional de qualidade no tratamento de AVC
Referência no atendimento a pacientes com múltiplos traumas, o hospital atendeu, no ano passado, cerca de 100 pacientes com AVC

Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) foi reconhecido pela qualidade e eficiência no tratamento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). Nesta quinta-feira (10/09), o HEAT recebeu o Selo Platinum do Prêmio WSO Angels. O hospital da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) é o único representante da rede pública entre as duas instituições do Rio de Janeiro contempladas. Referência no atendimento a pacientes com múltiplos traumas, o Hospital Estadual Alberto Torres atendeu, no ano passado, cerca de 100 pacientes pelo protocolo de AVC. A doença é uma das principais causas de morte no Brasil e vitimou mais de 89 mil pessoas em 2025, segundo o Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC).
A certificação é concedida por um programa internacional que mapeia, reconhece e certifica hospitais de todo o mundo pela qualidade no tratamento do AVC. O processo envolve o envio de dados de desempenho e indicadores de qualidade para uma plataforma. A partir dessas informações, um comitê formado por especialistas internacionais seleciona as instituições que atendem aos mais altos padrões de qualidade na assistência à doença.
“Há três anos, o HEAT implantou o protocolo gerenciado de AVC, que inclui a terapia trombolítica em pacientes que chegam ao setor de emergência com sintomas agudos da doença em tempo oportuno. Se indicado, o paciente recebe uma medicação capaz de desfazer o trombo (coágulo), restabelecendo o fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, revertendo os sintomas do AVC. Para isso, é fundamental que o paciente seja atendido em no máximo quatro horas e meia”, explica a coordenadora da emergência, Cristiane Bazin.
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O tratamento depende de atendimento rápido, desde o socorro até a chegada ao hospital, e pode evitar, principalmente, que o paciente fique com sequelas permanentes, como dificuldade na fala, fraqueza ou até paralisia de um membro. O primeiro passo é reconhecer os sinais e sintomas e realizar uma tomografia de crânio, exame essencial para definir a conduta adequada.
“O paciente chega à emergência e é identificado um possível caso de AVC. Imediatamente, a equipe que integra o protocolo é acionada. Após a tomografia, iniciamos o procedimento. É uma corrida contra o tempo, pois temos que agir em um espaço menor que cinco horas. Quanto antes o paciente receber a medicação, maior é a chance de recuperação”, explica o médico Rogério Silveira, um dos coordenadores do projeto.
Após o procedimento, o paciente é encaminhado para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde é monitorado pelas equipes médica, de enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia. O medicamento utilizado nos casos elegíveis é o Actilyse 50mg/50ml, de alto custo, mas que contribui para reduzir o tempo de internação, as sequelas e o período de recuperação do paciente.