Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0879 | Euro R$ 5,8806
Search

Talíria Petrone denuncia nova ameaça de morte, estupro e ataques contra seus filhos

Deputada federal do PSOL-RJ recebeu e-mail com ameaças e teve dados pessoais dela e de familiares expostos

relogio min de leitura | Redação
Talíria Petrone denuncia nova ameaça de morte, estupro e ataques contra seus filhos
Talíria Petrone denuncia nova ameaça de morte, estupro e ataques contra seus filhos -

Uma nova ameaça de morte e estupro foi recebida por e-mail pela deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). Segundo a parlamentar, a mensagem também continha dados pessoais, endereços de familiares e ameaças direcionadas aos seus filhos. O caso foi divulgado nesta sexta-feira (7).

De acordo com Talíria, a mensagem representa uma escalada em relação às ameaças anteriores. O conteúdo fazia referências às crianças e mencionava "ódio racial", além de apresentar descrições de violência. A parlamentar também afirmou que o e-mail continha ofensas misóginas e ataques à sua atuação política, especialmente em relação à defesa dos direitos das mulheres e da população negra.


Leia também:

Dia dos Pais: Comércio prevê aumento nas vendas em SG e Niterói

Prefeitura do Rio e Fundação Cacique Cobra Coral fecham parceria de assistência climática


Após receber a ameaça, a deputada informou ter acionado a Polícia Federal (PF), a Polícia Legislativa, o Ministério Público Federal (MPF), o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parlamentar também cobra a identificação e responsabilização dos autores e medidas de proteção.

"Imagina acordar e ler uma ameaça de alguém matar e estuprar sua filha de 6 anos? Imagina ver endereços que frequenta divulgados pelo criminoso? Já são vários inquéritos abertos e nenhuma resposta. É impressionante o ódio que eles têm da possibilidade de as mulheres ocuparem o poder", afirmou Talíria.

A nova denúncia ocorre após a Câmara dos Deputados ter revertido a decisão de retirar a escolta da parlamentar e autorizado a prorrogação da proteção por mais 90 dias.

Talíria recorreu diretamente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), pedindo a revisão da decisão do Departamento de Polícia Legislativa. A deputada classificou a medida como "muito grave" e relembrou o assassinato de Marielle Franco. "Isso não tem relação com partido político, mas com a própria democracia", afirmou.

Um dia após a Casa determinar a retirada da proteção, a Presidência da Câmara voltou atrás e autorizou, em caráter excepcional, a prorrogação da escolta da deputada federal por mais 90 dias.

Natural de Niterói, Talíria Petrone foi vereadora do município entre 2017 e 2019 antes de chegar à Câmara dos Deputados. Ela exerce atualmente o segundo mandato como deputada federal pelo Rio de Janeiro.

Antes da carreira parlamentar, Talíria atuou como professora e deu aulas em comunidades da Maré, de São Gonçalo e de Niterói. 

A deputada também mantém atuação parlamentar relacionada aos direitos das mulheres, igualdade racial e direitos humanos. Em 2026, aparece como integrante titular do Grupo de Trabalho sobre Crimes Praticados em Razão de Misoginia e da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Matérias Relacionadas