TJ revoga prisão de Oruam por tentativa de homicídio contra policiais
Juíza apontou que não há indícios que sustentem a tese de que o cantor tentou matar os policiais que realizaram uma ação na casa dele

A Justiça revogou nessa sexta-feira (31) a prisão do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. A juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal, concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar a tese que o cantor cometeu uma tentativa de homicídio contra policiais, que realizavam uma ação na residência dele, no Joá, Zona Sudoeste do Rio, em julho de 2025.
"Embora a conduta imputada possa revelar perigo e eventual relevância penal sob outra tipificação, os indícios colhidos até o momento não autorizam concluir que o acusado tenha assumido o risco de produzir a morte das vítimas", escreveu a magistrada.
Nas redes sociais, a mãe do rapper, Márcia Gama Nepomuceno, celebrou a decisão da Justiça e afirmou que o filho ganhou mais uma batalha.
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"Há batalhas que precisamos atravessar na raça, com fé e de joelhos diante de Deus. Esse tempo de deserto, tanto para mim quanto para toda a minha família, nos trouxe muitas lições. Nos fez amadurecer e crescer. A dor do mundo não vem apenas para nos ferir. Ela também vem para nos ensinar", publicou Márcia.
Com a decisão, Oruam deixa de ser considerado foragido pela Justiça. Ele estava sendo procurado desde fevereiro, após ter a prisão preventiva decretada devido descumprimentos de medidas judiciais. O cantor teria violado as regras de uso da tornozeleira eletrônica em 70 ocasiões.
De acordo com a denúncia, o ataque aconteceu durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) na mansão de Oruam, no Joá, Zona Sudoeste. O delegado Moyses Santana e um oficial de cartório da Polícia Civil buscavam cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado por envolvimento com o tráfico de drogas que estaria escondido na residência. Durante a abordagem, os agentes foram alvos de pedras arremessadas.
Ainda durante a decisão, a juíza absolveu Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais. Todos eles estavam sendo revistados por policiais no momento em que as pedras foram arremessadas.