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Vendaval e temporal danificaram o carro: quem paga a conta? Seguradora, motorista ou poder público?

Com a previsão de períodos de chuvas intensas ao longo do segundo semestre em diversas regiões do país, especialistas recomendam que os motoristas revisem suas apólices antes que ocorram novos temporais

relogio min de leitura | Redação 30 de julho de 2026 - 12:05
Advogado esclarece dúvidas sobre o responsável por prejuízo quando carros são danificados por causa de vendavais e questões climáticas
Advogado esclarece dúvidas sobre o responsável por prejuízo quando carros são danificados por causa de vendavais e questões climáticas -

Bastam poucos minutos de chuva intensa para transformar ruas em rios, derrubar árvores e deixar prejuízos que podem chegar a dezenas de milhares de reais. Quando o temporal passa, surge uma dúvida comum entre milhares de motoristas: quem deve pagar pelos danos causados ao veículo? A resposta nem sempre é simples. Dependendo das circunstâncias, o prejuízo pode ser assumido pela seguradora, ficar sob responsabilidade do próprio proprietário do automóvel ou, em situações específicas, gerar o dever de indenizar por parte do poder público.

Segundo o advogado Ramon Camurugy, especialista em Direito Administrativo e Licitações, o primeiro passo é verificar quais riscos foram efetivamente contratados na apólice. "Nem todo seguro oferece a mesma cobertura. Existem contratos que incluem danos provocados por enchentes, queda de árvores e granizo, enquanto outros possuem limitações. Por isso, a análise da apólice é sempre o ponto de partida", destaca.


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Mas o contrato de seguro não encerra a discussão. Camurugy explica que também é preciso analisar as circunstâncias do ocorrido. Se o veículo foi atingido por uma árvore cuja manutenção era de responsabilidade do município, ou se uma enchente decorreu de comprovada deficiência na drenagem urbana, poderá haver discussão sobre eventual responsabilidade do poder público. "Cada caso precisa ser analisado individualmente. Não basta que tenha chovido. É necessário verificar se houve falha na prestação do serviço público e se existe relação direta entre essa falha e o prejuízo sofrido pelo motorista", esclarece Camurugy.

O advogado Ramon Camurugy, especialista em Direito Administrativo e Licitações, explica o que fazer
O advogado Ramon Camurugy, especialista em Direito Administrativo e Licitações, explica o que fazer |  Foto: Divulgação

O advogado destaca ainda que fotografias, vídeos, boletins de ocorrência, registros meteorológicos e laudos técnicos podem ser importantes para demonstrar como o dano ocorreu. Com a previsão de períodos de chuvas intensas ao longo do segundo semestre em diversas regiões do país, especialistas recomendam que os motoristas revisem suas apólices antes que ocorram novos temporais. Conhecer a cobertura contratada e compreender quais situações podem gerar responsabilidade da seguradora ou do poder público pode evitar prejuízos ainda maiores depois que a chuva termina.

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