Preço do feijão dispara e consumidor faz 'malabarismo' para manter alimento no prato
Alta de até 52,82% no primeiro semestre faz consumidores recorrerem às promoções para manter o alimento na mesa

O alimento mais popular do Brasil, o feijão, sofreu aumento de preço no primeiro semestre deste ano. Independentemente do tipo da leguminosa, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento considerável nos preços. Enquanto isso, os consumidores tentam driblar a alta para manter o feijão no prato.
De acordo com os números do IPCA, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do feijão sofreu elevação no primeiro semestre de 2026. O feijão-carioca foi o que mais encareceu, com alta de 52,82%, seguido pelo tradicional feijão-preto, com 22,62%, e pelo feijão-mulatinho, com 19,22%.

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Nos supermercados, os consumidores já sentem o aumento dos preços e adotam medidas para evitar que a conta final pese no bolso.
“O feijão teve um aumento de pelo menos 30%. Eu compro o que está na promoção, não dá para comprar o que está mais caro, porque o feijão é o alimento principal na casa do brasileiro. Então, temos que fazer malabarismo para comprar algumas mercadorias, inclusive o feijão, que não pode faltar”, disse a salgadeira Luciene Queiroz, de 68 anos.

O aumento do preço do feijão ocorre devido à perda da produção, causada pelo excesso de chuvas e pelas condições climáticas adversas, que afetam o plantio e reduzem a disponibilidade da leguminosa.
“Percebi um aumento, sim. Estava mais barato e agora aumentou um pouco. Eu cortei um pouco o consumo de feijão, mas agora estou voltando a consumir e estou sentindo esse aumento”, contou a diarista Leila Gonçalves, de 58 anos.

Além do preço, os consumidores observaram que a qualidade do feijão caiu e, por isso, reduziram a quantidade do alimento no prato. Contudo, defendem a ideia de que, quando a qualidade é boa, vale a pena pagar um pouco mais.
“A qualidade está ruim. Mesmo assim, se for de boa qualidade, vale a pena comprar. É um pouquinho mais caro, mas é bom. Achei meio esquisito porque disseram que os preços iriam abaixar”, contou a aposentada Márcia Serafim, de 66 anos.

Até que os preços do alimento diminuam, os consumidores terão que continuar fazendo "malabarismo" para manter o feijão na mesa dos brasileiros.

Sob supervisão de Marcela Freitas