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Preço do feijão dispara e consumidor faz 'malabarismo' para manter alimento no prato

Alta de até 52,82% no primeiro semestre faz consumidores recorrerem às promoções para manter o alimento na mesa

relogio min de leitura | Cristine Oliveira 16 de julho de 2026 - 10:13
Feijão carioca foi o tipo da leguminosa que mais sofreu aumento
Feijão carioca foi o tipo da leguminosa que mais sofreu aumento -

O alimento mais popular do Brasil, o feijão, sofreu aumento de preço no primeiro semestre deste ano. Independentemente do tipo da leguminosa, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento considerável nos preços. Enquanto isso, os consumidores tentam driblar a alta para manter o feijão no prato.

De acordo com os números do IPCA, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do feijão sofreu elevação no primeiro semestre de 2026. O feijão-carioca foi o que mais encareceu, com alta de 52,82%, seguido pelo tradicional feijão-preto, com 22,62%, e pelo feijão-mulatinho, com 19,22%.

Levantamento do IPCA mostra aumento expressivo no valor da leguminosa, principal alimento da mesa dos brasileiros
Levantamento do IPCA mostra aumento expressivo no valor da leguminosa, principal alimento da mesa dos brasileiros |  Foto: Layla Mussi

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Nos supermercados, os consumidores já sentem o aumento dos preços e adotam medidas para evitar que a conta final pese no bolso.

“O feijão teve um aumento de pelo menos 30%. Eu compro o que está na promoção, não dá para comprar o que está mais caro, porque o feijão é o alimento principal na casa do brasileiro. Então, temos que fazer malabarismo para comprar algumas mercadorias, inclusive o feijão, que não pode faltar”, disse a salgadeira Luciene Queiroz, de 68 anos.

Luciene Queiroz afirma que passou a comprar apenas o feijão em promoção para manter o alimento no cardápio da família
Luciene Queiroz afirma que passou a comprar apenas o feijão em promoção para manter o alimento no cardápio da família |  Foto: Layla Mussi

O aumento do preço do feijão ocorre devido à perda da produção, causada pelo excesso de chuvas e pelas condições climáticas adversas, que afetam o plantio e reduzem a disponibilidade da leguminosa.

“Percebi um aumento, sim. Estava mais barato e agora aumentou um pouco. Eu cortei um pouco o consumo de feijão, mas agora estou voltando a consumir e estou sentindo esse aumento”, contou a diarista Leila Gonçalves, de 58 anos.

Leila Gonçalves conta que reduziu o consumo de feijão durante o período de alta e agora sente o impacto dos novos preço
Leila Gonçalves conta que reduziu o consumo de feijão durante o período de alta e agora sente o impacto dos novos preço |  Foto: Layla Mussi

Além do preço, os consumidores observaram que a qualidade do feijão caiu e, por isso, reduziram a quantidade do alimento no prato. Contudo, defendem a ideia de que, quando a qualidade é boa, vale a pena pagar um pouco mais.

“A qualidade está ruim. Mesmo assim, se for de boa qualidade, vale a pena comprar. É um pouquinho mais caro, mas é bom. Achei meio esquisito porque disseram que os preços iriam abaixar”, contou a aposentada Márcia Serafim, de 66 anos.

Márcia Serafim diz que prefere pagar um pouco mais quando encontra um feijão de melhor qualidade
Márcia Serafim diz que prefere pagar um pouco mais quando encontra um feijão de melhor qualidade |  Foto: Layla Mussi

Até que os preços do alimento diminuam, os consumidores terão que continuar fazendo "malabarismo" para manter o feijão na mesa dos brasileiros.

Consumidores relatam dificuldade para manter o alimento no carrinho de compras após sucessivos aumentos.
Consumidores relatam dificuldade para manter o alimento no carrinho de compras após sucessivos aumentos. |  Foto: Layla Mussi

Sob supervisão de Marcela Freitas 

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