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Anvisa demite servidor preso por desviar canetas emagrecedoras no Galeão

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10)

relogio min de leitura | Redação 10 de julho de 2026 - 11:36
Na época da prisão, a Anvisa informou que o funcionário foi afastado imediatamente
Na época da prisão, a Anvisa informou que o funcionário foi afastado imediatamente -

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) demitiu o servidor José Vieira de Souza Filho, que havia sido preso no ano passado sob suspeita de desviar canetas emagrecedoras apreendidas no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10).

A demissão foi oficializada por meio da Portaria nº 809, assinada pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle. De acordo com o documento, a medida ocorreu após a conclusão de um processo administrativo disciplinar, que apontou uso do cargo para obter vantagem pessoal, além de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.

O caso começou a ser investigado após a própria Anvisa denunciar à Polícia Federal o desaparecimento de medicamentos que estavam guardados no depósito da agência no aeroporto. Segundo as investigações, em fevereiro de 2025, o marido de uma médica que chegava de um voo vindo da Itália tentou entrar no país com 80 canetas para emagrecimento sem a receita médica obrigatória. Os produtos foram apreendidos pela Receita Federal e encaminhados para o depósito da Anvisa. 


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As apurações indicam que um despachante teria oferecido R$ 10 mil ao servidor em troca dos medicamentos. Meses depois, as canetas começaram a sumir do local. José Vieira foi preso em flagrante pela Polícia Federal no dia 1º de agosto de 2025, no estacionamento do Aeroporto do Galeão. Segundo a investigação, ele estava com as canetas dentro da mochila. Até a publicação desta reportagem, a defesa do ex-servidor não havia se posicionado.

Na época da prisão, a Anvisa informou que o funcionário foi afastado imediatamente. A agência também alertou que medicamentos apreendidos podem não ter sido armazenados corretamente, o que representa risco à saúde. O órgão reforçou ainda que canetas para emagrecimento devem ser compradas apenas em farmácias e drogarias autorizadas.

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