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‘Só dinheiro’: Consumidores relatam dificuldades para abastecer após operação da PF em São Gonçalo e Niterói

A mudança acontece após a 6ª fase da operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal

relogio min de leitura | Redação 09 de julho de 2026 - 12:06
Um deles contou que passou por mais de cinco postos e não conseguiu abastecer
Um deles contou que passou por mais de cinco postos e não conseguiu abastecer -

Motoristas de Niterói e São Gonçalo relataram dificuldades para abastecer seus veículos após diversos postos de combustíveis passarem a aceitar somente pagamento em dinheiro. A situação começou a ser percebida depois de uma operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira (7), que teve como alvo estabelecimentos do setor.

De acordo com consumidores, postos em regiões como o Centro de São Gonçalo, Mutuá , São Miguel e Coelho não estavam aceitando cartão, o que pegou muitos motoristas de surpresa. Um deles contou que passou por mais de cinco postos e não conseguiu abastecer. “Hoje em dia quase ninguém anda com dinheiro. Fui em vários lugares e todos só aceitavam em espécie”, relatou.


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Em alguns casos, como no bairro Coelho, em São Gonçalo, frentistas informaram que a situação seria temporária e estaria relacionada à troca de turno. No entanto, clientes afirmam que o problema se repetiu ao longo do dia em diferentes pontos das cidades.

Já em São Francisco, na Zona Sul de Niterói, um consumidor relatou que o estabelecimento foi além e já exibia placas instaladas informando explicitamente a restrição: "só dinheiro".

A mudança acontece após a 6ª fase da operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades envolvendo postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o ex-secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio, João Pires, a recusa em aceitar cartões pode estar ligada ao bloqueio de contas dos investigados. “Se as contas estão suspensas, eles não conseguem movimentar o dinheiro eletronicamente e acabam optando pelo pagamento em espécie”, explicou. Ele também afirmou que denúncias já foram feitas e devem ser ampliadas.

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