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Rio de Janeiro terá novas unidades de órgãos de combate ao crime organizado

Inauguração da primeira unidade da Coaf será nesta sexta-feira (03)

relogio min de leitura | Redação 03 de julho de 2026 - 10:18
Primeira unidade da Coaf no Rio de Janeiro será inaugurada nesta sexta-feira (3)
Primeira unidade da Coaf no Rio de Janeiro será inaugurada nesta sexta-feira (3) -

Novas duas unidades de órgãos voltados para o enfrentamento do crime organizado no Rio de Janeiro foram inauguradas nesta sexta-feira (3), no estado, pelo governo federal. Ainda nesta manhã, será instalada a primeira coordenadoria regional do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fora de Brasília. Durante a tarde, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inaugura o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro.

Ambas as medidas constituem uma ação estratégica do governo para aumentar a presença da União em localidades avaliadas como prioritárias para o embate contra as facções criminosas e fortalecer a parceria entre órgãos federais, estaduais e municipais.


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Ainda na manhã desta sexta-feira, por volta das 10h, ocorreu a inauguração da coordenadoria regional do Coaf. Com a implementação da nova unidade, esta será a primeira vez que o órgão responsável por prevenir e combater a lavagem de dinheiro terá uma unidade fora da capital federal.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

De acordo com o governo, o estado do Rio foi selecionado porque concentra forte atuação de facções criminosas, o que permitirá ao Coaf trabalhar mais de perto das regiões onde ocorrem as principais movimentações criminosas alvo das investigações. A coordenação da nova unidade ficará sob responsabilidade do delegado federal Tacio Muzzi, que ocupou o cargo de superintendente da Polícia Federal no Rio entre 2020 e 2022.

Unidades do Coaf também estão sendo inauguradas fora do Rio de Janeiro. Ainda nesta semana, o órgão inaugurou uma estrutura em São Paulo e promete instalar um escritório em Foz do Iguaçu (PR). As três regiões foram selecionadas por apresentarem características estratégicas: São Paulo por ser apontado como o principal centro financeiro do país, o Rio por causa de sua importância no combate às facções criminosas e Foz do Iguaçu por estar na tríplice fronteira, área que se destaca por crimes transnacionais.

Trabalho do Coaf

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) produz inteligência financeira para dar base às investigações de lavagem de dinheiro e outros delitos. Alguns setores ligados diretamente à economia, como imobiliárias, concessionárias de veículos, joalherias e lojas de artigos de luxo, precisam informar ao órgão operações apontadas como suspeitas ou que ultrapassem os limites estabelecidos pela legislação.

Com essas informações, o Coaf produz Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), que, em caso de sinais de irregularidade, são encaminhados à Polícia Federal, ao Ministério Público e aos demais órgãos de investigação.

Ainda segundo o governo, a estrutura inaugurada no Rio terá tecnologia avançada para aumentar a capacidade de monitoramento de movimentações financeiras e de produção de relatórios.

Inauguração do Escritório Nacional Antifacção

O Ministério da Justiça irá inaugurar, por volta das 14h, o Escritório Nacional Antifacção no Palácio da Fazenda, no Centro do Rio.

A nova unidade fará parte do programa Brasil Contra o Crime Organizado e buscará promover a articulação institucional, o compartilhamento de informações estratégicas e o auxílio às operações integradas das forças de segurança pública.

O ministério informou que os escritórios nacionais antifacção são unidades permanentes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com o objetivo de reforçar a coordenação entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado.

As unidades são pontos permanentes de integração entre os órgãos de segurança, dando apoio à organização conjunta de ações, ao compartilhamento de inteligência e à coordenação de projetos estratégicos. Ainda segundo o ministério, as unidades não substituem as atribuições das forças de segurança, porém atuam no apoio à integração institucional.

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