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Brasileira é condenada na Coréia do Sul por perseguição e invasão à casa de cantor do grupo BTS

Mulher de 30 anos foi presa preventivamente após ir à casa do cantor mais de 20 vezes e tocar a campainha 133 vezes

relogio min de leitura | Redação 23 de junho de 2026 - 20:09
Jung kook, do BTS
Jung kook, do BTS -

Uma brasileira de 30 anos, que está detida desde o dia 27 de fevereiro e foi indiciada por perseguir o cantor coreano Jung Kook, do grupo musical BTS, em Seul, na Coréia do Sul, acaba de ser condenada a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos após violar a lei coreana contra perseguição e invasão de propriedade. 

Em janeiro desse ano, a mulher chegou a ser encaminhada a uma delegacia no Centro de Seul, após ir até a casa do cantor, que fica no mesmo distrito. Na época, familiares afirmaram que a jovem tem transtornos mentais e tentaram trazer ela de volta ao Brasil. Segundo a família, a mulher que é da Paraíba, morava em São Paulo há cerca de dois anos, quando decidiu viajar para a Coréia do Sul sem comunicar ninguém. 

O Tribunal Distrital Ocidental de Seul, condenou a brasileira a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, o que significa que ela não será presa imediatamente, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça e não volte a cometer infrações no período. 


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Na decisão, o tribunal destacou como agravante o fato da mulher ter ido até a casa do artista mesmo após ter recebido advertências da polícia e descumprir medidas impostas pelas autoridades. Na madrugada do dia 12 de dezembro, a brasileira chegou a tocar a campainha da casa de Jung Kook, 133 vezes. 

Por outro lado, o tribunal levou em conta circunstâncias que pesaram a favor da ré. Segundo a decisão, a brasileira teria agido para expressar sentimentos ao cantor, sem intenção de causar danos diretos. A corte também avaliou que Jung Kook não presenciou diretamente a invasão no momento em que a campainha foi acionada e que a mulher não chegou a acessar áreas mais internas da residência.

Outro fator considerado para a suspensão da pena foi o risco reduzido de reincidência. De acordo com o tribunal, a brasileira está detida há cerca de três meses e deverá ser deportada após a sentença se tornar definitiva, o que diminui a possibilidade de novos episódios envolvendo o artista.

O caso repercutiu na mídia internacional e está sendo analisado com preocupação pela família da jovem: “Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando. Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, afirmou uma parente.

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