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Taça trocada e morte: caso de cabo da PM levanta suspeita de envenenamento no Recife

O caso aconteceu na quinta-feira (11) e chamou a atenção dos investigadores

relogio min de leitura | Redação 18 de junho de 2026 - 11:17
O cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos
O cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos -

O cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas após passar a noite no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul de Recife. A Polícia Civil apura a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda não foi confirmada.

O caso aconteceu na quinta-feira (11) e chamou a atenção dos investigadores por uma sequência de fatos considerados incomuns, entre elas a suspeita envolvendo uma taça de vinho que teria sido trocada durante o encontro.

Segundo as informações levantadas até agora, o policial foi à residência da ex-companheira depois de deixar o serviço. A mulher, uma advogada de 48 anos, tinha uma medida protetiva em vigor contra ele.


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Durante a madrugada e parte da manhã, os dois teriam permanecido no apartamento consumindo bebidas alcoólicas e energético. Em um determinado momento, a mulher desconfiou que sua taça poderia ter sido trocada e decidiu substituí-la novamente.

Horas depois, José Maria começou a apresentar sinais de mal-estar. Relatos colhidos pelos investigadores indicam que o cabo estava com os lábios arroxeados e espuma na boca antes de morrer.

A Polícia Militar foi acionada e equipes foram até o apartamento, onde confirmaram o óbito; As taças usadas pelo casal e amostras das bebidas consumidas no local foram recolhidas para análise pericial.

A ex-companheira do policial foi encaminhada para prestar depoimento. Após ser ouvida pelos investigadores, ela acabou liberada. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou suspeitos nem confirmou oficialmente a hipótese de crime.

O caso passou a ser investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios. Enquanto aguarda os resultados técnicos, a Polícia Civil mantém o caso como morte a esclarecer. A definição sobre eventual crime dependerá da conclusão da perícia e da análise dos depoimentos colhidos.

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