Júri federal dos EUA condena homem acusado de mandar matar galerista no Rio
A decisão foi divulgada nesta semana pelo tribunal federal de Manhattan

Um júri federal de Nova York condenou Daniel Sikkema por envolvimento na morte do galerista Brent Sikkema, assassinado em janeiro de 2024, no Rio de Janeiro. A Justiça americana entendeu que ele articulou e financiou o crime contra o ex-marido.
Segundo as investigações, Daniel foi considerado culpado por conspiração e por contratar um homem para executar o assassinato do galerista, que estava em uma casa de férias no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. A decisão foi divulgada nesta semana pelo tribunal federal de Manhattan.
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De acordo com a promotoria, Daniel utilizou intermediários para enviar dinheiro ao cubano Alejandro Triana Prevez, apontado como autor do homicídio. Os promotores afirmaram que ele teria organizado toda a ação enquanto permanecia em Nova York com o filho do casal.
A defesa alegou que os valores enviados não tinham relação com o assassinato e afirmou que Daniel ocultou contato com Alejandro por medo após o crime. A promotoria pediu prisão perpétua, mas a sentença definitiva ainda não teve data anunciada.
Brent Sikkema foi morto aos 75 anos, dentro da residência do casal, com 18 facadas. Segundo a polícia, Alejandro utilizou uma faca da própria casa para cometer o crime e fugiu logo depois. Ele acabou preso dias mais tarde em Minas Gerais e segue detido no Brasil aguardando julgamento.
As investigações apontam que o assassinato teria sido motivado por disputas patrimoniais e pelo processo de divórcio entre Brent e Daniel. Documentos indicam que o galerista havia retirado o ex-marido do testamento antes da separação.
Brent Sikkema era um nome conhecido do mercado de arte internacional e fundador da galeria Sikkema Jenkins, em Nova York, responsável por representar artistas renomados.