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Juíza natural de Niterói morre aos 34 anos após procedimento de fertilização em SP

A morte da magistrada foi registrada como suspeita e acidental e está sendo investigada pela polícia

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 07 de maio de 2026 - 09:48
Mariana iniciou sua trajetória na área jurídica na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Mariana iniciou sua trajetória na área jurídica na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro -

A juíza Mariana Francisco Ferreira, natural de Niterói, morreu aos 34 anos nesta quarta-feira (6), após complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida realizado em Mogi das Cruzes. Mariana iniciou sua trajetória na área jurídica na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das instituições mais tradicionais do país. Atualmente, atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A morte da magistrada foi registrada como suspeita e acidental e está sendo investigada pela polícia. As autoridades buscam esclarecer se houve falha no atendimento médico ou se o óbito foi consequência de complicações inerentes ao procedimento realizado.

Segundo o boletim de ocorrência, Mariana passou por uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida na segunda-feira (4). Após receber alta, por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a passar mal poucas horas depois.


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De acordo com o registro policial, a juíza passou a sentir dores intensas e uma forte sensação de frio. Ela foi socorrida pela mãe e levada de volta à clínica por volta das 11h. No local, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava, na verdade, de uma hemorragia vaginal. O médico responsável realizou os primeiros atendimentos e fez uma sutura na tentativa de conter o sangramento.

Em seguida, Mariana foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), ela passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico se agravou. A juíza sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

Em nota, a clínica Invitro Reprodução Assistida afirmou que prestou “o atendimento emergencial necessário dentro da clínica” e providenciou “o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada”. A instituição também ressaltou que todo procedimento cirúrgico e médico “possui riscos inerentes e possíveis intercorrências”.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada.  A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou "profundo pesar e consternação pelo falecimento da juíza".

"A perda precoce da juíza enluta a magistratura gaúcha, que se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor", diz a nota.

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