Projeto que endurece Lei Seca pode render multa de R$ 29 mil e 10 anos sem CNH para motorista
Proposta está em análise na Câmara de Deputados

Um projeto de lei que tramita no Congresso pretende endurecer os efeitos da Lei Seca, que está em vigor no país desde 2008. O PL 3.574/2024, do ex-deputado Gilvan Máximo (Republicanos-DF), prevê punições mais severas para motoristas que dirigirem alcoolizados, principalmente em duas situações.
A primeira é se a vítima vier a óbito, sendo aplicada uma multa (cem vezes) e a suspensão do direito de dirigir por dez anos. A segunda situação é caso a vítima fique inválida permanentemente, nesse caso, serão aplicadas as penalidades de multa (cinquenta vezes) e de suspensão do direito de dirigir por cinco anos.
Em ambos os casos, o texto do projeto prevê que as despesas hospitalares da vítima sejam pagas pelo condutor, além de indenização de até dez vezes o valor da multa por infração gravíssima, durante o período que a vítima ficar incapacitada.
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Atualmente, o Código Brasileiro de Trânsito determina que a multa gravíssima é a infração mais severa no Brasil, com valor base de R$ 293,47. Esse valor é multiplicado de acordo com o agravante. No caso de álcool e recusa de realizar o bafômetro, a multiplicação é por dez, chegando no máximo a R$ 2.934,70.
O projeto apresentado multiplica esse fator em mais dez vezes, com isso, a multa pode chegar em caso de fatalidade, ao valor de R$ 29.347 e, em caso de invalidez da vítima, de R$ 14.673,5.