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PIX vira alvo de Trump, e Lula reage e defende sistema brasileiro

Governo reforça importância da ferramenta enquanto Banco Central prepara novas funções até 2027

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 03 de abril de 2026 - 14:11
Ferramenta deve ganhar novas funções até 2027, incluindo uso internacional e integração com tributos
Ferramenta deve ganhar novas funções até 2027, incluindo uso internacional e integração com tributos -

A ferramenta bancária que faz parte do dia a dia de milhões de brasileiros desde o seu lançamento em 2020, o PIX, terá mais novidades em 2026 e 2027 planejadas pelo Banco Central. O assunto já virou internacional e voltou aos holofotes na última quarta-feira (1), quando o presidente do Estados Unidos, Donaldo Trump, voltou a fazer críticas ao PIX por ser supostamente prejudicial à empresas de cartão de crédito como Visa e Mastercard.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, auxiliado por Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, afirmou que "ninguém" vai conseguir fazer o governo brasileiro mudar o PIX, reforçando a utilidade da plataforma que já movimentou mais de R$90 trilhões em transferências desde o seu lançamento.


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Segundo o Banco Central, existe um trabalho para implementar três novidades para o PIX em 2026; A introdução do PIX por meio do QR Code para o pagamento da Cobrança Híbrida, também conhecida como Boleto Híbrido, que já é um formato opcional, porém existe o planejamento que a opção vire obrigatória em novembro deste ano.

Liberação para pagamento de Duplicatas, que são títulos de crédito, por meio do PIX, para garantia de pagamentos em bancos e facilitação em receber pagamentos e atualizações em tempo real sobre informações; servindo como opção extra aos boletos.

Por último, ajustar a ferramenta ao Split Payment, uma nova ferramenta da Receita Federal para pagamento de impostos em tempo real. Para 2027, a previsão é que  a  Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), seja paga na hora de comprar por meio digital.

Para 2027, as projeções incluem o avanço do PIX internacional, com possibilidade de uso em países como Argentina, Uruguai, França, Espanha e China, permitindo pagamentos instantâneos mesmo fora do Brasil.

O Banco Central também estuda o chamado “PIX em garantia”, que poderá ser utilizado como base para concessão de crédito com juros reduzidos, especialmente para autônomos e pequenos empreendedores.

Outra frente em desenvolvimento é o PIX por aproximação funcionando de forma offline, sem necessidade de conexão com a internet.

Além disso, seguem em debate regras para padronizar o PIX parcelado, modalidade já oferecida por instituições financeiras e que pode ampliar o acesso ao crédito para cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão.

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