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Semana Santa: CRMV-RJ orienta consumidores sobre como escolher pescados de qualidade

Os pescados são alimentos nutritivos e saudáveis, mas também altamente perecíveis

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de abril de 2026 - 10:18
O consumo de peixes frescos aumenta significativamente nessa época do ano
O consumo de peixes frescos aumenta significativamente nessa época do ano -

Com a chegada da Semana Santa, cresce o consumo de peixes e frutos do mar em substituição à carne vermelha, especialmente na Sexta-Feira Santa. O período, no entanto, também exige atenção redobrada dos consumidores, já que o aumento da demanda pode favorecer irregularidades na comercialização de pescados e até fraudes alimentares.

Os pescados são alimentos nutritivos e saudáveis, mas também altamente perecíveis. Por isso, observar características de conservação, aparência e procedência do produto é fundamental para evitar riscos à saúde.


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A Comissão de Alimentos do CRMV-RJ dá dicas de alguns sinais simples podem ajudar o consumidor a identificar se o produto está próprio para o consumo.

Bacalhau: um dos mais procurados — e também um dos mais fraudados

Tradicional nas refeições da Semana Santa, o bacalhau também está entre os pescados que mais sofrem tentativas de fraude ou problemas de conservação. Segundo a especialista, é importante observar textura, odor e coloração do produto.

“O bacalhau deve ser firme e elástico. Se estiver macio, se desmanchando facilmente ou pegajoso ao toque, é um indicativo de deterioração”, explicou o presidente da Comissão de Alimentos, Carlos Alberto Magioli, médico-veterinário aposentado do do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Outro ponto essencial é o cheiro do pescado.

“O odor deve ser suave e característico, lembrando o cheiro do mar. Quando há um cheiro intenso ou desagradável, como odor de amônia ou ácido, pode indicar contaminação ou início de processo de putrefação”, alerta o profissional.

A cor também deve ser observada com atenção.

“O bacalhau apresenta coloração branca ou levemente amarelada. Manchas vermelhas, conhecidas como ‘vermelhão’, podem indicar contaminação bacteriana, enquanto pintas pretas podem estar associadas a falhas de conservação ou armazenamento, como excesso de umidade ou calor”, acrescentou a médica-veterinária e tesoureira do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Isabelle Campello, que atua na área de vigilância sanitária e qualidade dos alimentos.

Como identificar peixe fresco de qualidade

Além do bacalhau, o consumo de peixes frescos aumenta significativamente nessa época do ano. Para garantir que o alimento esteja adequado ao consumo, alguns aspectos devem ser avaliados no momento da compra:

Odor: deve ser característico da espécie, sem cheiro forte, ácido ou de amônia;

Aparência: superfície limpa, úmida e com brilho metálico, sem manchas estranhas;

Escamas: firmes e bem aderidas à pele;

Olhos: brilhantes e salientes, ocupando toda a cavidade ocular;

Guelras: coloração entre rosa e vermelho intenso, úmidas e sem viscosidade;

Carne: firme e elástica, sem deixar marcas quando pressionada.

Peixe congelado também pode ser uma alternativa segura

O pescado congelado também é uma opção prática e segura, desde que sejam observadas as condições de armazenamento.

Nos pontos de venda, os produtos devem estar armazenados em freezers ou balcões frigoríficos limpos e organizados, com indicação da temperatura do equipamento. É importante verificar ainda se há acúmulo de líquido ou sinais de descongelamento.

De acordo com o CRMV-RJ, o peixe congelado deve estar armazenado conforme a temperatura indicada pelo fabricante e, no mínimo, a –18 °C, além de apresentar embalagem íntegra e bem fechada.

Outra orientação importante é conferir as informações de rotulagem, como identificação do produto, origem, peso, data de embalagem, prazo de validade e modo de conservação.

Atenção aos selos de inspeção

O consumidor também deve verificar se o produto congelado possui selos de inspeção sanitária, como o Serviço de Inspeção Federal (SIF), o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou o Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

Essas certificações indicam que os alimentos passaram por inspeções conduzidas por médicos-veterinários, garantindo o controle sanitário durante a produção e a comercialização.

Desconfie de preços muito baixos

Outro alerta importante é em relação a ofertas muito abaixo do preço de mercado.

Valores muito baixos podem indicar problemas de conservação, substituição de espécies ou até fraudes na comercialização do produto.

A recomendação é sempre optar por estabelecimentos confiáveis e verificar a procedência do pescado.

Caso o consumidor identifique qualquer irregularidade, a orientação é registrar denúncia junto à vigilância sanitária do município.

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