Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, é demitida pela Prefeitura do Rio
A situação de Monique era avaliada por um processo administrativo disciplinar (PAD)

A Prefeitura do Rio demitiu Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, do quadro de professores da rede municipal de educação. O decreto foi assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere e foi publicado em edição do Diário Oficial, na manhã desta quarta-feira (25). Antes dessa decisão, Monique ainda continuava recebendo salário como servidora pública.
A situação de Monique era avaliada por um processo administrativo disciplinar (PAD). Em março de 2021, época do crime, ela chegou a ser exonerada pelo Tribunal de Contas do Rio, onde trabalhava, mas não perdeu a matrícula no município por ser concursada e estar de licença. Em 2022, ao ter a prisão preventiva revogada, a servidora foi designada para uma função administrativa no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação, com objetivo de afastá-la das salas de aula.
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Monique responde por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima, também com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos. Há ainda agravantes por se tratar de descendente e pelo vínculo doméstico. Ela ainda é acusada de duas torturas, igualmente agravados pelo contexto doméstico e pelo fato de a vítima ser criança, além de coação no curso do processo.
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, também é acusado pelo homicídio. Os dois seriam julgados nesta segunda-feira (23), mas o júri popular foi adiado após os advogados do ex-parlamentar deixarem o plenário. No mesmo dia, a Justiça do Rio concedeu liberdade provisória para Monique com a alegação de excesso de prazo e que ela contribuiu para a realização da sessão.