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Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona plenário e julgamento é adiado para junho

O ato foi considerado abusivo pela juíza, que solicitou notificar a OAB para abrir processos disciplinares contra os advogados

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 23 de março de 2026 - 12:50
Jairinho, ex-vereador e Monique Medeiros, mãe da vítima, no banco de réus
Jairinho, ex-vereador e Monique Medeiros, mãe da vítima, no banco de réus -

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, um dos réus pela morte do menino Henry Borel, abandonou o júri na manhã desta segunda-feira (23), no primeiro dia de julgamento do caso. Com a manobra, o julgamento foi adiado para o dia 22 de junho. 

Os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando problemas no acesso às provas. A juíza Elizabeth Machado Louro indeferiu o pedido. Em seguida, os cinco defensores de Jairinho manifestaram o interesse de abandonar o plenário. A juíza considerou a manobra “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.  O ato foi considerado abusivo pela juíza, que mandou notificar a OAB para abrir processos disciplinares contra os advogados.


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Segundo Elizabeth, a conduta da defesa de Jairinho “fere um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família da vítima”.  Jairinho terá que contratar uma nova banca de advocacia, caso contrário a Defensoria Pública assumirá automaticamente a defesa dele.

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