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Viradouro reúne multidão em 'desfile da vitória' no Centro de Niterói

A rainha de bateria Juliana Paes não pôde comparecer, alegando não estar se sentindo bem

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 08 de março de 2026 - 14:00
Cera de 30 mil pessoas estiveram na Avenida Amaral Peixoto no fim de semana
Cera de 30 mil pessoas estiveram na Avenida Amaral Peixoto no fim de semana -

A campeã do carnaval em 2026, no Rio de Janeiro, Unidos da Viradouro promoveu um "desfile da Vitória" e celebrou o título do Grupo Especial, junto com a comunidade nas ruas do Centro de Niterói, na noite deste sábado (7). Com fantasias e adaptações de alegorias, o evento reuniu uma multidão na Avenida Amaral Peixoto, que contou com a participação de mestre Ciça, tema do enredo da escola. Até São Pedro ajudou na apresentação da escola porque a chuva que caiu no fim da tarde, cessou, contribuindo para que a vermelha e branca pudesse passar linda, leve e solta, para delírio de quem foi assistir a escola.  

Com enredo sobre o mestre Ciça, Viradouro faturou o Carnaval de 2026
Com enredo sobre o mestre Ciça, Viradouro faturou o Carnaval de 2026 |  Foto: Divulgação/Neltur

Rainha de bateria da agremiação, Juliana Paes não conseguiu estar presente no evento. Pelo seu Instagram, a atriz comunicou que não estava se sentindo bem. "Estava tudo prontinho e reformado para hoje, na Amaral Peixoto. Mais uma apresentação do nosso desfile campeão. Mas tem dias que a vontade quer, mas o corpo não deixa. Sentindo muito por aqui", escreveu. 

O desfile também marcou a primeira apresentação do novo casal de mestre-sala e porta-bandeirada agremiação: Phelipe Lemos e Marcella Alves.


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"Grandes artistas em algum momento da vida se encontram. Não que eu nunca tivesse tido uma grande porta-bandeira, pelo contrário, mas hoje eu tenho o privilégio de dançar com uma das melhores, se não a melhor (porta-bandeira), a Marcella. Estou muito feliz", disse Phelipe, em entrevista à TV Mais Carnaval. 

A escola desfilou com as fantasias usadas no desfile oficial na Marquês de Sapucaí
A escola desfilou com as fantasias usadas no desfile oficial na Marquês de Sapucaí |  Foto: Divulgação/Neltur

Marcella Alves, que deixou o Salgueiro, também falou sobre o início da trajetória na Viradouro. "A vida é feita de finais e recomeços. Não está sendo diferente com a gente. A gente encerrou grandes ciclos, eu sou muito grata, fui muito feliz na Academia do Samba, tenho certeza que todo mundo tem um carinho muito grande por mim lá. Foi uma linda história de amor. Foram 18 carnavais, para sempre no meu coração. Uma nova história se inicia com muito respeito, amor e gratidão". 

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, também esteve no evento e além de exaltar a agremiação, afirmou que vai dobrar a verba dada à escola. "Já que a Viradouro é tetra, que está no ranking em primeiro lugar, levando o nome de Niterói, nós vamos mais que dobrar o apoio à Viradouro para o carnaval de 2027. Vamos ampliar e muito esse apoio", disse ele em um momento de seu discurso.

Prefeito Rodrigo Neves marcou presença no desfile da vitória
Prefeito Rodrigo Neves marcou presença no desfile da vitória |  Foto: Divulgação/-Neltur

Escola mirim - Antes da apresentação da Viradouro, a 'Virando Esperança', escola mirim da vermelha e branca, abriu a noite na Amaral Peixoto. Uma multidão estimada em 30 mil pessoas assistiu a passagem da agremiação infantil e depois, o espetáculo da Viradouro, que levou componentes fantasiados e por questões de logística e locomoção, transportou alegorias com dimensões menores do que os gigantestos carros alegóricos que conpuseram o desfile oficial, na segunda-feira de Carnaval (16), e a apresentação,  já como campeã, na Marquês de Sapucaí, no sábado seguinte (21). 

Celebração e o futuro - A vermelha e branca está preparando uma grande festa para celebrar os 80 anos de fundação, na comunidade de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, que até hoje leva o nome da escola, consagrada com vários títulos no Carnaval de Niterói e que passou a despontar na chamada 'elite' do Rio de Janeiro, no final da década de 80, quando passou a desfilar na capital.  A direção da vermelha e branca já começa a planejar o Carnaval de 2027 e há, por enquanto, uma forte tendência a repetir o enredo 'Alabê de Jerusalém,  a saga de Ogundana'. 

O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Max Lopes para o desfile da Série A (segundo grupo) na Sapucaí, focando na ópera de Altay Veloso, que narra a trajetória de um babalorixá africano contemporâneo de Jesus, abordando temas de intolerância religiosa.

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