Equipe Firjan SESI SENAI São Gonçalo se classifica para etapa nacional da competição de robótica
A competição classifica equipes para o campeonato mundial, que será realizado entre os dias 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos; nome escolhido para o robô homenageia pesquisadora de São Gonçalo. saiba mais!

Uma equipe formada, em sua maioria, por meninas vai representar São Gonçalo na etapa nacional do First Tech Challenge, uma das principais competições de robótica do país. O time do Firjan SESI São Gonçalo foi o único do estado do Rio de Janeiro a conquistar vaga na disputa, que acontece entre os dias 5 e 8 de março. A classificação é resultado de meses de preparação, com planejamento, testes e muitos ajustes no robô. Os alunos se dividiram entre programação, montagem e organização do projeto, além de trabalharem na apresentação e na documentação exigida pela competição.
Em entrevista a O SÃO GONÇALO, a líder da equipe, Maria Victoria Espíndola de Abreu Figueira Rocha, 17, contou que a conquista trouxe também um sentimento de responsabilidade. “Quando a gente percebeu que era a única equipe do Rio classificada para o nacional, entendemos que não estávamos representando só a escola, mas também São Gonçalo e todo o estado”, afirmou.
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Foi a partir dessa responsabilidade que surgiu a escolha do nome do robô. Durante uma pesquisa sobre a história do município, os integrantes procuraram pessoas que pudessem contar sobre as vozes de São Gonçalo e também refletir sobre a situação atual da cidade. Nesse processo, perceberam que muitas mulheres importantes foram apagadas ao longo do tempo.
“Nós começamos a pesquisar mais sobre a história da cidade e vimos que muitas mulheres tiveram papel importante, mas quase não aparecem quando falam de São Gonçalo. Isso chamou muito a nossa atenção”, explicou Maria Victoria. O grupo chegou então ao nome da professora Yonara Costa, uma educadora que está desenvolvendo uma pesquisa com foco justamente em dar voz a mulheres de São Gonçalo que foram silenciadas ao longo da história. “Quando nós descobrimos que a pesquisa dela era sobre mulheres que foram apagadas, fez muito sentido para a nossa equipe. A gente queria que o robô representasse essa ideia de dar voz”, destacou.
A homenagem ganhou ainda mais significado porque Yonara já deu aula para Vanderson e João Victor, que hoje atuam como técnicos da equipe. Para os estudantes, a escolha mostra como a educação transforma trajetórias e conecta gerações. “Dar o nome dela ao nosso robô é uma forma de levar a história das mulheres de São Gonçalo para dentro da competição. A gente queria que o robô representasse mais do que tecnologia, representasse também a nossa cidade”, destacou Maria Victoria.

Para a professora homenageada, o convite foi uma surpresa feliz. "As encontrei na Igreja Matriz, fomos até a Praça Zé Garoto, e eu fui contando naturalmente sobre os bustos que existem na praça, sobre a personagem da minha pesquisa, sobre a coletiva Escritoras Vivas e durante a entrevista, elas disseram que pra levar o projeto pra São Paulo seria interessante que tivesse uma representação forte de São Gonçalo. Fico feliz por poder representar essas mulheres, tanto do presente quanto do passado", contou Yonara Costa.

A preparação para o nacional segue intensa. Mesmo durante as férias, a equipe mantém os treinos, realiza simulações de partidas e faz ajustes técnicos para melhorar o desempenho. Além da disputa nacional, há a possibilidade de um passo ainda maior. A competição classifica equipes para o campeonato mundial, que será realizado entre os dias 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos. Mais do que buscar medalhas, os estudantes querem mostrar que jovens de São Gonçalo podem ocupar espaços na ciência e na tecnologia.