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Com desfiles de encher os olhos, Vila entra na briga pelo título com Viradouro e Beija Flor

Apuração começa daqui a pouco, às 16h, com transmissão ao Vivo. Mangueira e Grande Rio também sonham com Desfile das Campeãs

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de fevereiro de 2026 - 15:33
A Vila veio com tudo pra conquistar mais um título na elite
A Vila veio com tudo pra conquistar mais um título na elite -

Em matéria de Carnaval no Grupo Especial do Rio de Janeiro, a edição de 2026 promete entrar para a história como uma das mais acirradas pelo título, nos últimos tempos, na Marquês de Sapucaí. Após três noites de espetáculo intenso, a sensação é de que o título está aberto — mas com claras projeções para a Unidos de Vila Isabel, no terceiro dia, e Viradouro e Beija-Flor, no segundo. aS Três elevaram o sarrafo, com apresentações arrebatadoras, visualmente impactantes e tecnicamente seguras. Completam o chamado “G-5”  a Mangueira e Acadêmicos do Grande Rio, também bastante elogiadas pela crítica especializada.

A Viradouro 'carimbou' o passaporte para o Desfile das Campeãs e pode ganhar mais uma taça
A Viradouro 'carimbou' o passaporte para o Desfile das Campeãs e pode ganhar mais uma taça |  Foto: Divulgação

Nos dois primeiros dias de desfiles, o público assistiu a uma sequência de apresentações de alto nível técnico e artístico. A Imperatriz Leopoldinense apostou na sofisticação plástica e em um desfile de leitura clara, enquanto a Portela reafirmou sua tradição com forte presença musical, mas esbarrou em problemas provocados por um problema na estrutura de locomoção do último  carro. 

Beija Flor, campeã no ano passado veio forte para tentar o bi
Beija Flor, campeã no ano passado veio forte para tentar o bi |  Foto: Divulgação

A Mangueira emocionou com enredo de apelo popular, sustentado por um samba potente. Já a Viradouro confirmou o favoritismo construído no pré-Carnaval com acabamento luxuoso e evolução precisa. A Beija-Flor mostrou a força de sua comunidade e um conjunto impactante, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel levou inovação estética à Avenida.


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A Unidos da Tijuca manteve seu padrão de criatividade cênica, e a Acadêmicos de Niterói defendeu seu projeto com garra, compondo um cenário de equilíbrio, mas não se pode dizer que sua presença no Grupo Especial é certa, já que trouxe uma estutura menor do que as co-irmãs,  acostumadas a desfilarem na chamada 'elite'.

Análise do terceiro dia de desfiles

Paraíso do TuiutiAbrindo a terceira e última noite, o Tuiuti entrou na Avenida sonhando com o retorno ao Desfile das Campeãs, repetindo o feito histórico de 2018. Com orçamento visivelmente inferior ao de boa parte das coirmãs — perceptível sobretudo no acabamento do conjunto plástico — a escola passou sem sobressaltos e defendeu com categoria um belo enredo e um samba de fácil assimilação. O grande destaque foi o intérprete Pixule, confirmando por que é considerado um dos melhores do Grupo Especial. Coesa e consciente de seus limites, a agremiação fez um desfile digno e competitivo.

Tuiuti abriu a terceira noite e deve permanecer na elite
Tuiuti abriu a terceira noite e deve permanecer na elite |  Foto: Divulgação

Vila Isabel - Colorida, rica e vibrante, a azul e branca de Noel confirmou o favoritismo do pré-Carnaval com uma das maiores exibições de sua história recente. Alto investimento, carnavalescos em plena sintonia — Leonardo Bora e Gabriel Haddad — setores sólidos na defesa dos quesitos, bateria pulsante e um dos sambas mais aclamados do ano. A Vila apresentou um espetáculo do início ao fim, combinando impacto visual, narrativa clara e forte adesão popular. É, sem dúvida, uma das candidatas mais consistentes ao título de 2026.

A Vila isabel fez a melhor apresentação dos últimos anos
A Vila isabel fez a melhor apresentação dos últimos anos |  Foto: Divulgação

Grande Rio - Ainda engasgada com o vice-campeonato do ano passado, a Grande Rio foi a penúltima a desfilar. A “revolução” anunciada não se concretizou plenamente. Apesar de uma abertura de forte impacto visual, a escola não empolgou como se esperava na noite decisiva. Apostando no Manguebeat — movimento cultural surgido em Recife há cerca de 25 anos — construiu uma narrativa baseada na metáfora do mangue como espaço de resistência e fertilidade criativa. As fantasias dialogaram com a estética da lama e da efervescência cultural nordestina. Houve coerência conceitual e bom acabamento, mas faltou aquele arrebatamento que costuma decidir campeonatos.

Grande Rio veio forte para superar vice do ano passado
Grande Rio veio forte para superar vice do ano passado |  Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Salgueiro - Fechando o Carnaval 2026 na Sapucaí, o Salgueiro chegou cercado por expectativas de um dos desfiles mais luxuosos dos últimos anos, impulsionado por investimentos robustos de seu patrono. E correspondeu. Sob a assinatura do carnavalesco Jorge Silveira, a vermelho e branco apresentou o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da pena-de-pau”, homenagem à inesquecível Rosa Magalhães. O desfile foi vibrante, teatral e visualmente exuberante, combinando irreverência e emoção. Encerramento à altura da tradição salgueirense e da grandiosidade do Grupo Especial. 

Salgueiro manteve a tradição de boas apresentações
Salgueiro manteve a tradição de boas apresentações |  Foto: Divulgação/Rio Carnaval

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