Volta às aulas: Veja como está a procura pela lista de material escolar em Niterói e região
Segundo relatos dos pais, itens da lista pesam no orçamento das famílias, sendo necessário adotar algumas estratégias para economizar

Com a chegada do início do ano letivo, um velho desafio volta à rotina das famílias de todo o país: a compra do material escolar. As listas entregues pelas escolas costumam ser extensas e geram preocupação e cautela para pais e responsáveis que se veem diante do desafio de encontrar os melhores preços.
Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, as lojas físicas continuam sendo o principal canal de compra para 45% dos brasileiros. Outros 39% afirmam que pretendem combinar compras em lojas físicas e online. Uma parcela de 16% planeja adquirir a maior parte do material exclusivamente pela internet, o que indica um comportamento de consumo cada vez mais híbrido.
Mas e na sua região, como está a procura pela temida lista de material escolar? O SÃO GONÇALO foi às ruas, nesta terça (6), para ouvir a população sobre preços, foco das compras e meios para driblar os preços mais altos.

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Para a técnica de enfermagem Aida de Souza, 50 anos, a pesquisa antecipada é a melhor solução para não sair no prejuízo nessa época do ano.
"Comecei a pesquisar nas lojas hoje de manhã, com bastante antecedência da volta às aulas, e estou achando a maioria das coisas bem caras, principalmente hidrocor. Sou de São Gonçalo mas vim pra Niterói porque, pesquisando, achei os preços aqui no centro melhores. Lápis, caneta e marca texto por exemplo estão com preços muito bons, então a gente vai fazendo assim, comprando uma coisa em cada lugar, vendo onde está mais em conta, e não tem muito para onde correr", afirmou Aida, que é mãe de dois, um de 12 anos e um de 8.

Cerca de 88% dos brasileiros que vão às compras afirmam que os gastos com material escolar, uniforme e livros didáticos afetam o orçamento familiar. Entre as famílias de menor renda, essa percepção é ainda mais acentuada. Para 52% das classes D e E, o impacto é considerado muito grande. Entre as classes A e B, esse percentual cai para 32%.
Além disso, 84% dos entrevistados alegam que os preços dos materiais escolares influenciam decisões em outras áreas do orçamento familiar, como lazer, alimentação ou contas do mês.
Para o mecânico Cláudio Luiz, 46 anos, que veio "às compras" do material escolar pela primeira vez com a filha de 12 anos, ao invés de pesquisar em várias lojas, a estratégia adotada é ir ao mesmo estabelecimento no qual a família está acostumada a comprar todos os anos.
"É difícil porque é o meu primeiro ano vindo comprar com ela, geralmente quem vem é a mãe. Estou achando os preços até ok, não estão tão absurdos quanto eu achei que estariam. Mas a gente vem sempre na mesma loja, porque achamos o preço bem mais em conta, além de que esse ano a lista também não está tão extensa, minha filha está crescendo, sabe o que quer, não fica querendo tantas coisas quanto uma criança, por exemplo, então isso facilita a nossa compra", disse Cláudio.

Impacto financeiro
Com o passar dos anos, é inegável que, de alguma forma, as famílias brasileiras têm adotado práticas de pesquisa de preços. Nove em cada dez brasileiros comparam valores antes de comprar material escolar. Cerca de dois terços afirmam verificar preços em várias lojas. Entre as classes D e E, 72% dizem pesquisar em diferentes estabelecimentos, percentual superior aos 55% observados nas classes A e B.
Quando se deparam com preços acima do esperado, dois em cada três brasileiros optam por substituir o item por uma marca mais barata. Essa estratégia é ainda mais frequente entre as famílias de baixa renda, alcançando 76%. Entre as classes A e B, o percentual é de 58%.
Outro comportamento de consumo cada vez mais comum são as compras híbridas, onde uma parcela de 16% da população planeja adquirir a maior parte do material exclusivamente pela internet, como é o caso de Juliana da Costa, 41, funcionária do estado e mãe de uma menina de 8 anos.
"A lista segue extensa, como em todos os anos, e os preços também se mantém altos. Já pesquisei na internet e agora estou comparando com os valores da lojas físicas, porque acaba que a gente tem que comprar selecionado, uma parte na internet, outras coisas presencialmente, não tem jeito. O nosso foco esse ano é ver uma mochila nova, que mesmo tendo gostado de algumas aqui, deve ser pela internet, além de cadernos, lápis, essas coisas que precisam ser renovadas ano após ano", explicou Juliana, que estava ao lado da filha durante as compras nesta terça-feira (06).



