Clube Tamoio, leioloado por dívidas, não pode ser derrubado
O local é Patrimônio Cultural do Município

No novo capítulo sobre a indecisão do futuro do Clube Tamoio, os antigos dirigentes e sócios do centro de lazer histórico da cidade terminou com uma nova decisão da justiça: Os atuais proprietários não poderão destruir nenhuma estrutura do local, que é Patrimônio Cultural do Município.
A lei municipal baseou a decisão do juiz da Segunda Vara do Trabalho de São Gonçalo, que determinou que o Clube Tamoio tenha sua estrutura mantida.
A decisão destaca que esvaziar a piscina, como já foi feito, não afronta o Tomabamento Municipal.
Na última quinta-feira (21), os novos proprietários, que arremataram o clube num leilão, tiveram o direito de assumir a posse do local.
Na sexta-feira (22), eles já entraram com equipamentos para realizar demolições e mudanças. Mas no final do mesmo dia, o Juiz decretou que nenhuma mudança estrutural ou demolição poderia acontecer.

Na manhã desta segunda-feira (25), sócios, dirigentes e advogados se reuniram, mais uma vez, em frente ao clube para pedir justiça.
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Sócios, funcionários e diretores do Tamoio protestam contra leilão do clube
" O Tamoio é um patrimônio histórico dessa cidade. Fechar o local seria perder 100 anos de história Gonçalense. Esse negócio de que estava insalubre não é verdade. A gente se reunia aqui semanalmente. Somos uma família e perder o clube seria perder um reduto de bons encontros do município", contou o artista plástico Rosan Guedes, de 61 anos, sócio do Tamoio há mais de 40 anos.
Para ajudar na defesa do Clube e tentar reverter o leilão de venda, dois novos advogados passaram a integrar o time.

Karen Francinne Maia Werberg e Tiago Souza de Oliveira, estão entrando no caso.
"Vamos tomar conhecimento de tudo e atuar para conseguirmos a mudança de algumas decisões", disseram.