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Assassinato de Tupac chega a julgamento quase 30 anos após a morte do rapper

Duane “Keffe D” Davis é o único acusado pelo crime e pode ser condenado à prisão perpétua caso seja considerado culpado

relogio min de leitura | Redação
Assassinato de Tupac chega a julgamento quase 30 anos após a morte do rapper
Assassinato de Tupac chega a julgamento quase 30 anos após a morte do rapper -

O julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur começou nesta segunda-feira (17), em Las Vegas, quase 30 anos após o rapper ser baleado durante um ataque ocorrido em setembro de 1996. Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, é o único homem acusado formalmente pelo crime. Ele responde por homicídio com uso de arma letal e se declarou inocente.

Segundo a promotoria, Davis teria organizado o ataque como uma retaliação após Tupac e integrantes de seu grupo se envolverem em uma briga com Orlando Anderson, sobrinho do acusado, em um cassino de Las Vegas horas antes do tiroteio. Os promotores afirmam que Davis reuniu os envolvidos e forneceu uma arma para o ataque. A acusação, no entanto, sustenta que ele não foi o responsável pelos disparos.


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A defesa contesta essa versão e afirma que não existem provas suficientes para demonstrar que Davis participou do assassinato. O advogado Michael W. Sanft também questionou declarações dadas anteriormente pelo réu sobre seu suposto envolvimento no crime.

Tupac foi baleado enquanto estava em um BMW dirigido por Suge Knight, então presidente da Death Row Records. O veículo seguia pelas ruas de Las Vegas quando um Cadillac branco se aproximou e os ocupantes efetuaram vários disparos. O rapper foi atingido quatro vezes. Knight também ficou ferido, mas sobreviveu.

O artista foi levado para um hospital e permaneceu internado durante seis dias. Tupac morreu em 13 de setembro de 1996, aos 25 anos. O assassinato permaneceu sem uma acusação formal durante décadas, até a prisão de Davis, em 2023.

Orlando Anderson foi apontado ao longo dos anos como um dos possíveis envolvidos no ataque. Ele, porém, nunca foi acusado formalmente pela morte de Tupac. Anderson morreu em 1998, dois anos após o assassinato do rapper, em outro tiroteio.

Durante o início do julgamento, um dos depoimentos apresentados foi o do ex-detetive de homicídios da Polícia Metropolitana de Las Vegas, Brent Becker. Ele afirmou que foi chamado ao local onde Tupac havia sido baleado no dia seguinte ao ataque, antes de a morte do rapper ser confirmada.

Segundo Becker, a convocação chamou atenção porque, naquela época, investigadores de homicídios normalmente eram acionados quando já havia uma vítima fatal. O ex-detetive relatou que a central de operações determinou a presença da equipe no local devido à relevância do caso.

A promotoria também deve apresentar declarações dadas anteriormente pelo próprio Davis. Entre as evidências estão entrevistas concedidas por ele e informações relacionadas ao livro de memórias publicado em 2019. Segundo os promotores, Davis teria relatado que estava no banco da frente do veículo usado no ataque e que entregou uma arma ao atirador que estava no banco traseiro.

O caso permaneceu cercado por diferentes teorias ao longo das últimas três décadas. Agora, a promotoria tenta convencer os jurados de que Davis participou da organização do ataque, enquanto a defesa busca contestar as provas e a versão apresentada contra o réu.

Se condenado, Davis poderá receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O julgamento deve continuar nas próximas semanas.

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