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Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

Na mesma decisão, a esposa dele, Gabriela Vicente de Sousa, foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado

relogio min de leitura | Redação 23 de junho de 2026 - 20:39
De acordo com a sentença, a maior parte da pena de Nego Di refere-se ao crime de lavagem de dinheiro, pelo qual recebeu condenação de 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão
De acordo com a sentença, a maior parte da pena de Nego Di refere-se ao crime de lavagem de dinheiro, pelo qual recebeu condenação de 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão -

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta terça-feira (23) o influenciador digital, humorista e ex-participante do Big Brother Brasil 21, Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. A sentença é resultado de uma investigação que apurou a prática de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso, crimes relacionados à promoção de rifas virtuais consideradas ilegais.

Além da pena principal, o influenciador também foi condenado a mais 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, por promover loterias sem autorização legal. Na mesma decisão, a esposa dele, Gabriela Vicente de Sousa, foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado pelo crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com a sentença, a maior parte da pena de Nego Di refere-se ao crime de lavagem de dinheiro, pelo qual recebeu condenação de 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão. Pelo uso de documento falso, a pena foi fixada em 3 anos e 22 dias de prisão. Já pelo crime de estelionato, o influenciador foi condenado a 2 anos e 1 mês de reclusão. Todas as condenações incluem o pagamento de multas.


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As investigações apontam que Nego Di e Gabriela Sousa teriam participado de um esquema de rifas eletrônicas ilegais promovidas por meio das redes sociais. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), entre novembro de 2022 e maio de 2024, o influenciador divulgou pelo menos 34 rifas sem autorização dos órgãos competentes. Nas campanhas, eram oferecidos prêmios em dinheiro e bens de alto valor, incluindo um veículo Porsche Macan e um prêmio de R$ 150 mil.

A acusação sustenta que houve fraude em sorteios e que diversos prêmios anunciados não foram efetivamente entregues aos vencedores. Conforme o Ministério Público, o casal também teria participado da lavagem de aproximadamente R$ 2 milhões obtidos por meio das rifas e de outras práticas fraudulentas divulgadas pela internet.

Nego Di foi preso em julho de 2024 em sua residência localizada em Jurerê, em Florianópolis, Santa Catarina. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que investigava cerca de 370 supostos crimes de estelionato atribuídos ao influenciador. Durante a operação, Gabriela Sousa foi presa em flagrante por posse de uma arma de uso restrito das Forças Armadas sem registro.

Além do caso das rifas, o humorista também é alvo de acusações relacionadas à loja virtual Tá Di Zuera, empreendimento que mantinha em sociedade com Anderson Bonetti. Segundo a denúncia do Ministério Público, a empresa anunciava produtos com preços abaixo dos praticados pelo mercado e utilizava a popularidade de Nego Di para transmitir credibilidade aos consumidores. No entanto, de acordo com os investigadores, os itens adquiridos pelos clientes não eram entregues.

Apesar das condenações anunciadas nesta terça-feira, Nego Di permanece em liberdade provisória desde novembro de 2024. A defesa ainda poderá recorrer da decisão nas instâncias superiores da Justiça.

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