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Encontro literário e troca de livros no Museu da Justiça Niterói tem participação de escritora gonçalense

Yonara Costa ministrou palestra sobre o poder da literatura na vida de jovens e mulheres

relogio min de leitura | Caroline Flores 29 de julho de 2026 - 11:51
O projeto busca promover a democratização do acesso a livros e à imersão no mundo literário
O projeto busca promover a democratização do acesso a livros e à imersão no mundo literário -

Aconteceu na tarde dessa terça-feira (28) mais um encontro literário do Troca de Livros no Museu da Justiça, em Niterói, localizado na região central da cidade. O projeto busca promover a democratização ao acesso a livros, o contato entre leitores e escritores, além de levar o público local a conhecer o espaço histórico do município.


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O evento é aberto ao público e acontece toda terça-feira às 12h, e uma vez por mês, recebe um palestrante da área para mostrar como é o mundo literário para o público do evento, que muitas vezes tem o interesse mas nem sempre os meios de acesso.

Na edição dessa terça, a convidada foi a Yonara Costa, idealizadora do coletivo Escritoras Vivas, escritora, professora e editora, que falou sobre a importância da educação e dos livros na vida dos jovens e principalmente das mulheres, visto que ele pode ser um meio para o empoderamento e sucesso pessoal e profissional.

Yonara fez questão de exaltar a participação de mulheres no mundo literário e defendeu que sejam encorajadas a participarem das tomadas de decisões e ocuparem posições de poder
Yonara fez questão de exaltar a participação de mulheres no mundo literário e defendeu que sejam encorajadas a participarem das tomadas de decisões e ocuparem posições de poder |  Foto: Layla Mussi

Ao conversar com a reportagem de O SÃO GONÇALO, Yonara compartilhou que sempre teve costume de emprestar seus livros para alunos, pois defende que livros devem chegar às mãos das pessoas em vez de parados na estante.

“Aqui na Troca de Livros eles tiram o escritor desse lugar sagrado, da celebridade ou do clássico, ele coloca as pessoas para conversarem entre si e quando há a troca de livros, há uma democratização da leitura. Parece que o livro sai dessa coisa de um artefato que é só da nobreza, que é só de quem tem dinheiro, essas coisas inevitáveis”, afirmou a escritora.

Ao longo da sua participação no evento, Yonara fez questão de exaltar a participação de mulheres no mundo literário e defendeu que elas sejam encorajadas a participarem das tomadas de decisões e ocupem posições de poder, que historicamente foram ocupadas por homens.

A partir desse cenário de apagamento da história e do talento de escritoras, Yonara viu que havia uma necessidade de que mais mulheres tivessem visibilidade tanto na escrita quanto como protagonistas das histórias. Assim, ela, ao lado de outras duas escritoras, iniciou o trabalho com oficinas de escrita para mulheres, que culminou no coletivo Escritoras Vivas, para mudar essa estatística.

"Nós temos mais autores homens, enquanto temos mais leitoras. Então, as mulheres leem mais, porém escrevem menos. E como os homens escrevem mais, eles escrevem sobre si mesmos, sendo eles homens, brancos, héteros, cis e que moram nos grandes centros urbanos. E quando a mulher escreve, ela busca a variedade, ela busca a diversidade. Faltam mais dessas mulheres no mercado editorial", finalizou.

Segundo a frequentadora do evento Maria Rosely Figueiredo, de 80 anos, esse é um projeto com muita importância para mulheres e jovens.

Frequentadora do evento Maria Rosely Figueiredo, de 80 anos
Frequentadora do evento Maria Rosely Figueiredo, de 80 anos |  Foto: Layla Mussi

“É muito importante, porque é uma maneira de divulgar o trabalho, né? E incentivar as pessoas é incentivar a cultura, a leitura, a literatura.”, afirmou Maria Rosely.

Serviço:

Evento gratuito

Data: toda terça-feira

Horário: 12h

Local: Museu da Justiça Niterói (Praça da República - Centro, Niterói - RJ, 24020-099)

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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