Botafogo social não vai aceitar aporte financeiro de Textor
Dono da Saf oferece cerca de R$ 130 milhões em troca de mais ações

O Botafogo social não pretende aceitar o aporte financeiro de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 128,5 milhões), oferecido como investimento por John Textor na tentativa de ajudar o fluxo de caixa da Saf Alvinegra. Os dirigentes tomaram a decisão baseada em uma análise do banco BMG, que foi contratado para atuar como consultor do clube. A instituição financeira não aprovou a solução oferecida pelo empresário americano.
O motivo do veto foi a formato da operação proposta. Em troca do investimento, o Botafogo criaria mais ações que seriam entregues a Textor, o que aumentaria sua participação societária num momento em que ele briga com a Ares Management, credora da Eagle Football que briga com o empresário pelo controle da holding.
Essa foi a segunda vez que o clube social não assina uma oferta de 25 milhões de dólares. A primeira seria a segunda parcela do empréstimo feito por GDA Luma e à Hutton Capital.
Leia também:
Luis Roberto anuncia afastamento após diagnóstico e recebe apoio nas redes
Maricá: ator Eriberto Leão viverá Jesus em encenação da Paixão de Cristo no município
A operação financeira que serviu para quitar parte da dívida pela contratação de Thiago Almada e o fim do transferban, foi extremamente criticada. Isso porque os juros foram considerados muito altos e difíceis de serem pagos, o que pode resultar na entrega de ações da Saf do Botafogo aos novos credores, caso não seja pago o valor.
Em grave crise financeira, a Saf Alvinegra precisa de dinheiro para continuar cumprindo com seus compromissos e quitar dívidas a curto prazo, como parcelas do acordo com o Atlanta United, pela compra de Thiago Almada, que já estão atrasadas novamente.
Em paralelo, o presidente do clube social, João Pedro Magalhães, busca um entendimento com a Ares para uma solução em relação à crise societária e também para receber ajuda financeira.