Alerj debate violência contra mulheres negras

Foi debatido a formulação de políticas públicas voltada para este segmento

Enviado Direto da Redação
Números motivaram a promoção de uma audiência pública

Números motivaram a promoção de uma audiência pública

Foto: Divulgação

Dados do Atlas da Violência divulgado este mês pelo Instituto de Pesquisa de Política Econômica Aplicada (Ipea) indicam que, enquanto o número de assassinatos de mulheres brancas diminuiu 8%, o índice em relação às negras aumentou 15%. Números como esse motivaram a promoção de uma audiência pública, na última sexta-feira, pela Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

“Essa parcela da população está abaixo de todas as pirâmides sociais. Não há como comemorar 130 anos da abolição se ainda não temos os mesmos direitos. Somos iguais apenas no papel, na prática, somos discriminadas. O Estado Brasileiro continua a nos matar. Quando falamos de violência e pobreza no país, essas questões têm um rosto: o da mulher negra”, apontou Cláudia Vitalino, presidente da União de Negros e Negras pela Igualdade.

Entre os presentes houve unanimidade quanto à urgência de formulação de políticas públicas voltadas a este segmento da população e á manutenção de equipamentos públicos já existentes. Dessa forma, ficaram definidos como encaminhamentos o fortalecimento do Fórum de Diálogo das Mulheres da Alerj e a reativação do Prêmio Mulher Negra Latino-americana e Caribenha entregue pela Casa. Além disso, a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), presidente da Comissão de Direitos da Mulher informou que solicitará uma reunião com o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos para discutir o fechamento da Casa da Mulher de Manguinhos e um outro centro na Baixada Fluminense.

“Esses lugares são espaços de muita luta conquistados pela militância. Por isso, precisamos que eles retornem ao acesso da população”, afirmou a parlamentar.

Dados - Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa um aumento de 6,4% em dez anos.

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