Miliciano do Escritório do Crime planejou ataque à deputada Talíria Petrone, diz revista
Deputada federal recebeu proteção da Polícia Legislativa após denúncias anônimas

Edmilson Gomes Menezes, mais conhecido como Macaquinho, envolvido com o Escritório do Crime, estaria planejando um atentado à depurada federal Talíria Petrone (PSOL). De acordo com a apuração da revista Veja, um dos integrantes do grupo criado pelo ex-capitão da Polícia Militar, Adriano Magalhães da Nóbrega, já morto, está sendo investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) da Polícia Civil do Rio de Janeiro desde o mês passado.

O que as autoridades responsáveis tentam entender é o motivo que levou a deputada federal ser alvo do grupo de milicianos. Em agosto deste ano, Talíria, que está de licença-maternidade, voltou a receber ameaças de morte e recebeu proteção da Polícia Legislativa. As autoridades tiveram ciência das ameaças após receberem uma denúncia do disque-denúncia do Rio de Janeiro.
Na ocasião, a deputada chegou a se posicionar sobre as ameaças sofridas. "Não nos calarão! Seguiremos firmes na luta para defender a democracia e derrotar a política genocida em curso!”, escreveu ela em seu Twitter.
A Polícia Civil identificou uma ligação entre 'Macaquinho' e um dos executores na emboscada contra a vereadora Marielle Franco, amiga pessoal de Talíria, e o seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Até o momento, a polícia descartou o envolvimento de 'Macaquinho' e apontam somente o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz como os responsáveis pela execução. Ambos seguem presos desde o ano passado na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.