Tiro que atingiu jovem em Niterói partiu da polícia, aponta perícia da DH

PMs teriam se arrependido após abrirem a mochila da vítima

Enviado Direto da Redação
Jovem foi atingido por um tiro nas costas quando estava saindo de casa

Jovem foi atingido por um tiro nas costas quando estava saindo de casa

Foto: Reprodução


Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) já descobriram que o disparo que atingiu e matou o jogador de futebol Dyogo Coutinho, de 16 anos, em agosto deste ano, partiu de policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, que faziam uma operação, no dia 12 daquele mês, na comunidade Grota do Sururucu, em São Francisco, na Zona Sul de Niterói. 


Jogador das divisões de um time de futebol do Rio, o jovem, conhecido como 'Dondom', foi atingido nas costas quando estava saindo de casa para ir na casa de um amigo na Tijuca e depois ir ao treino do América. 


Ô, ô, ele não era nada não. Ele não era nada não”. Essa teria sido a reação de agentes do Batalhão de Choque (BPChq) ao abrirem a mochila do jogador de futebol. Nela, havia uma chuteira e o uniforme que seria utilizado por Domdom no treinamento das categorias de base do América.


“A rua estava cheia de moradores e os tiros já tinham cessado quando aconteceu o fato. Os policiais estavam divididos em uma casa e em um beco quando viram o meu primo passar de mochila e atiraram nas costas dele. Não dá para entender isso que está acontecendo, parece que estamos vivendo um pesadelo”, disse Yago Andrade, de 27 anos, primo da vítima.


A ação contou com equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BpChq), Grupamento Aeromóvel (GAM) e Batalhão de Ações com Cães (BAC). Na época, a assessoria de imprensa da Polícia Militar havia afirmado que os disparos teriam vindo de traficantes da região. 

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