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Foragido acusado de participar da morte de PM na Dutra não retorna à prisão após saída temporária

Conhecido como “Juninho Bocão”, homem deveria voltar à unidade prisional até 15 de outubro

relogio min de leitura | Redação
Elias Junior Oliveira Zamluti Soares, Conhecido como "Juninho Bocão" ou "Júnior"
Elias Junior Oliveira Zamluti Soares, Conhecido como "Juninho Bocão" ou "Júnior" -

Neste sábado (24), o Disque Denúncia (2253-1177) apresenta um cartaz buscando informação sobre o fugitivo Elias Junior Oliveira Zamluti Soares, conhecido como "Juninho Bocão" ou "Júnior", de 45 anos, para apoiar as investigações da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP) da Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN RJ). O objetivo é obter dados que levem à localização e recaptura do criminoso, que estava entre os envolvidos na morte do 2º sargento da Polícia Militar do Rio, Alexandre Balbino Silva, de 44 anos, ocorrida na madrugada do dia 18 de setembro de 2019, durante uma tentativa de assalto em um posto de gasolina à margem da rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, no Sul Fluminense.

O PM havia acabado de consumir um café na loja de conveniência do local e estava abastecendo seu carro quando foi surpreendido por três criminosos que chegaram em um Honda Civic. O sargento tentou se defender e disparou contra os assaltantes, mas foi atingido. Os agressores fugiram levando a arma do policial. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Samer, situado no bairro Mondese, mas não sobreviveu ao ferimento.

No dia seguinte ao homicídio, um dos suspeitos, Abramo Barbosa Vieira Goulart, foi baleado e morto durante um confronto com policiais do 37º Batalhão da PM, na unidade onde o PM estava lotado. O tiroteio ocorreu às margens da mesma rodovia, perto do bairro Fazenda da Barra III. Um terceiro envolvido, conhecido como "Branquinho", foi detido em outubro daquele ano, em uma residência no bairro Jardim Aliança II. De acordo com a polícia, ele era o líder do tráfico de drogas nas comunidades Fazenda da Barra I e III, em Resende. Após o crime, ele foi para Nova Iguaçu por um tempo.

"Juninho Bocão" foi preso em outubro de 2019, mas teve sua prisão revogada em junho de 2021. Ele foi detido novamente, após informações obtidas por meio do Disque Denúncia (2253-1177), em dezembro de 2023. A operação foi desenvolvida pelo 5º Comando de Policiamento de Área (CPA), através do 37º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que, durante uma ronda, recebeu a informação sobre a localização do criminoso e realizou a abordagem, conseguindo prender o fugitivo, que não reagiu à prisão. Contra ele havia um Mandado de Prisão, emitido pela 2ª Vara Criminal de Resende/Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, solicitando a prisão preventiva. Ele também possui registros criminais por Roubo e Homicídio.


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Em agosto de 2026, ao solicitar uma saída temporária para o Dia das Crianças/2026, por meio da modalidade de Visita Periódica ao Lar (VPL), “Juninho Bocão”, que cumpria pena em regime semiaberto, deveria voltar à unidade prisional até 15 de outubro. Isso não ocorreu, e desde então, ele é considerado foragido da Justiça. Diante da notícia de sua fuga, o benefício de VPL foi cancelado e um Mandado de Prisão foi emitido (para regime semiaberto), com validade de 8 anos, conforme estabelece o artigo 109, IV c/c 113 do Código Penal Brasileiro. A natureza da prisão é preventiva, devido ao crime de Roubo, pelo qual estava cumprindo uma pena de 7 anos de reclusão.

Além disso, é importante mencionar que “Juninho Bocão” já possui outros registros no sistema prisional, tendo sido preso pela primeira vez em agosto de 2010, pelos delitos relacionados ao Estatuto do Desarmamento, por posse irregular de arma de fogo permitida, e Roubo Majorado, sendo liberado em condicional em setembro de 2014. Ele foi preso novamente em abril de 2016, sendo solto através de um Habeas Corpus em maio do mesmo ano.

O Disque Denúncia em parceria de trabalho com a RECAP, pedem a colaboração da população para ajudar as forças de segurança a informar à localização do detento Elias Junior Oliveira Zamluti Soares, mais conhecido como “Juninho Bocão ou Júnior” e também de outros detentos que saíram para Visitas Periódicas ao Lar (VPL), e até hoje não retornaram para o presídio. Para isso, use o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele garante sigilo total sobre a identidade de quem liga.

Também é possível enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, uma técnica que remove ou muda detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia.

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