Ferro-velho clandestino é descoberto em São Gonçalo e proprietário é preso em flagrante (vídeo)
Polícia Civil encontrou veículos parcialmente desmontados, peças sem comprovação de origem e motor com sinais identificadores parcialmente suprimidos

Um ferro-velho clandestino utilizado para o desmonte de veículos e comercialização irregular de peças foi localizado pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (29), no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante.
A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói e São Gonçalo (DRFA-NSG), após um levantamento de informações feito pela própria unidade policial. Segundo as investigações, o estabelecimento funcionava sem a documentação necessária para a atividade de desmonte de veículos e comercialização de peças.
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Durante a fiscalização, os policiais constataram que o local não possuía CNPJ e que o proprietáro não tinha credenciamento junto ao Detran-RJ para atuar no setor de desmontagem. O estabelecimento também não apresentava licença ambiental.
No interior do ferro-velho, foram encontrados veículos parcialmente desmontados, motores e diversas peças automotivas. Questionado sobre a origem dos materiais, o proprietário afirmou não possuir notas fiscais ou outros documentos capazes de comprovar a procedência dos veículos e componentes encontrados no imóvel.
Os agentes também localizaram um motor com parte de suas características identificadoras originais suprimidas. Flavio declarou que o equipamento pertenceria a um veículo Peugeot que estava no pátio e seria desmontado. Sobre a adulteração constatada no bloco do motor, ele afirmou desconhecer quem teria realizado a intervenção.

Risco ambiental
Durante a vistoria, os policiais identificaram ainda irregularidades ambientais no estabelecimento. Óleo e outros resíduos provenientes dos veículos e motores desmontados estavam sendo despejados diretamente sobre o solo, sem uma estrutura adequada de contenção ou manejo.
Uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) foi acionada para realizar a perícia no local. O exame constatou a existência de atividade irregular e elementos que, segundo o laudo pericial, caracterizam crimes ambientais.

Diante das irregularidades encontradas, da ausência de documentação sobre a procedência dos materiais, do motor com sinais identificadores parcialmente suprimidos e das condições ambientais verificadas no imóvel, O proprietário recebeu voz de prisão e foi levado para a DRFA-NSG.
O proprietário foi autuado em flagrante por crimes ambientais, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação qualificada. As investigações continuam para identificar a procedência dos veículos, motores e demais peças apreendidas. A Polícia Civil também pretende verificar se algum dos materiais encontrados tem relação com veículos roubados ou furtados e apurar outras possíveis irregularidades na atividade desenvolvida no local.