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Homem é preso após se passar por policial para extorquir empresários no Rio

Suspeito exigiu mais de R$ 100 mil de comerciantes e recebeu ao menos R$ 45 mil de duas vítimas; advogado também é investigado por participar do esquema

relogio min de leitura | Redação
Criminoso é preso após se passar por policial para extorquir empresários no Rio
Criminoso é preso após se passar por policial para extorquir empresários no Rio -

Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam, nesta segunda-feira (28), um homem que se passava por policial civil e funcionário do Ministério Público para extorquir empresários que possuem estabelecimentos comerciais na Zona Sudoeste. Ele foi localizado e capturado em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio.

A investigação apontou que, se passando por um agente da lei, o criminoso afirmava para as vítimas que elas faziam parte de uma suposta “lista de alvos” de inquéritos de uma delegacia. Em seguida, ele exigia dinheiro sob a promessa de “resolver a situação” e evitar que fossem investigadas. O preso chegou a exigir mais de R$ 100 mil de diversas vítimas.

De acordo com as apurações, o bandido recebeu, pelo menos, R$ 45 mil de duas vítimas. Em um dos casos, a pessoa chegou a realizar um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor exigido, diante do temor de ser envolvida em uma investigação criminal inexistente. 


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As diligências demonstraram que o esquema contava ainda com o auxílio de um advogado, que procurava as vítimas após as extorsões e utilizava sua condição profissional para conferir aparência de legalidade aos pagamentos. Ele também teria pressionado os empresários a mentir em seus depoimentos à Polícia Civil, orientando-os a afirmar que os valores entregues ao criminoso seriam simples “empréstimos”. Contra ele, foram cumpridas medidas cautelares, como a proibição de atuar em processos criminais, manter contato com o criminoso e comparecer aos estabelecimentos comerciais das vítimas.

Durante a ação, o criminoso tentou fugir, mas, após trabalho de monitoramento, ele foi capturado em uma oficina mecânica. A investigação continua para identificar outras possíveis vítimas, já que há indícios de que o mesmo método tenha sido utilizado contra outros comerciantes da região.

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