Família contesta versão de filha que matou mãe a marteladas em Itaboraí
Parentes afirmam que suspeita teria inventado suposto caso entre a idosa e o genro para incriminar o companheiro

Familiares da idosa de 77 anos, morta a golpes de martelo pela própria filha na noite desta quarta-feira (9), em Itaboraí, contestam a versão de que a vítima teria mantido relações sexuais com o genro, como afirmou a autora do crime.
Segundo uma familiar próxima à vítima, a acusada teria criado essa história a partir de uma frase dita pelo marido, com quem estava há nove anos, durante uma discussão ocorrida há nove meses.
"Eles nunca tiveram nenhuma relação. A vítima era uma pessoa casa. Nesses nove meses, ainda estava sustentando essa filha financeiramente. Há três meses, ela (a idosa) foi parar no CTI e começou a gastar muito com os remédios", comentou.
De acordo com a familiar, foi quando a ajuda financeira acabou que a suspeita começou a desconfiar que a mãe e o companheiro mantinham relações.
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"Desde então, ela tá ameaçando a mãe. Falou que ia matar e todo mundo achou que era da boca para fora. Ela pegou, fez o que fez. O marido estava na casa com ela. Eu não sei o que aconteceu lá dentro, porque ele não pediu ajuda, ele não socorreu", questionou.
Além do assassinato, familiares ainda acusam a autora, que foi presa em flagrante, de ter roubado a mãe. “Ela ainda pegou o telefone, o cartão e o bloco de anotações com a senha do banco. Ela roubou tudo. Ela tá com o cartão, ela tá com tudo”, disse.
Ainda segundo a família, a autora ligou para um parente pedindo que fosse até a casa da vítima, onde a idosa foi encontrada ferida.
“Nós fomos para casa dela. Quando chegamos lá, o marido da autora estava tentando fechar a porta e correu. Nisso, já encontraram a idosa jogada no sofá com a cabeça toda machucada, com sangue no ouvido, sangue no nariz.”
A família acredita que a suspeita armou a situação para incriminar o companheiro e validar a versão de que sogra e genro mantinham um caso.
A filha da idosa foi presa em flagrante pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e, segundo a Polícia Civil, confessou ter agredido a mãe com golpes de martelo, mas alegou que deixou a idosa vida. Ela contou que, ao deixar a casa, a mãe estava respirando e que o marido ficou no local. O companheiro da acusada também foi ferido por um golpe de martelo no ouvido.
A suspeita foi autuada por feminicídio, em contexto de violência doméstica e familiar. As circunstâncias envolvendo as demais alegações feitas por familiares deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Sob supervisão de Renata Sena