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“Vai dar ruim”: operação investiga suposta compra de apoio político

Polícia Civil apura oferta de até R$ 400 mil e cargos públicos para influenciar votações e afastar a chefe do Executivo municipal

relogio min de leitura | Redação
Polícia investiga suporto esquema de corrupção ativa, passiva e extorsão dentro da Câmara Municipal de Japeri
Polícia investiga suporto esquema de corrupção ativa, passiva e extorsão dentro da Câmara Municipal de Japeri -

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagraram, nesta sexta-feira (21/08), a Operação Preço do Poder para apurar um possível esquema de corrupção ativa, passiva e extorsão dentro da Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense. As diligências investigam a oferta de vantagens financeiras e cargos públicos a agentes políticos para influenciar votações do Legislativo e viabilizar o afastamento da chefe do Executivo. São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três alvos na cidade.

A investigação teve início a partir de um registro de ocorrência na unidade sobre supostas articulações entre agentes políticos para a obtenção de vantagens patrimoniais indevidas e a cooptação de vereadores. Segundo as apurações, a estratégia envolveria a oferta de vantagens econômicas e cargos em comissão para formar maioria parlamentar favorável ao afastamento da chefe do Executivo.

Os policiais civis apuram ainda a utilização da estrutura administrativa da Câmara para viabilizar as vantagens e a existência de “servidores fantasmas”. Os cargos seriam ocupados por pessoas indicadas pelos próprios vereadores beneficiários, sem efetiva prestação de serviço, com remunerações superiores a R$ 10 mil mensais. A hipótese ainda será apurada.


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Entre os alvos está um homem nomeado para um cargo em comissão que teria atuado como intermediador operacional e financeiro das vantagens oferecidas aos parlamentares. Também são investigados dois vereadores. Entre os elementos reunidos, os agentes identificaram a promessa de pagamento de R$ 400 mil para que um dos parlamentares permanecesse alinhado ao grupo político.

Durante a análise de dados telemáticos, os policiais localizaram conversas entre um dos vereadores e um assessor parlamentar. Nas mensagens, o vereador teria relatado dificuldades financeiras e solicitado ajuda em diferentes ocasiões, incluindo um pedido de R$ 14 mil. Em outra conversa, afirmou que, caso a ajuda não fosse providenciada, “vai dar ruim aqui”.

As mensagens também indicam que o vereador teria relatado ao assessor uma oferta de R$ 400 mil para permanecer alinhado ao grupo investigado, afirmando que a quantia resolveria seus problemas financeiros. Os policiais identificaram que o responsável pela suposta oferta havia sido nomeado, dias antes, para um cargo em comissão na Câmara Municipal.

Com base nos elementos reunidos, a DRCI representou pela realização das buscas, autorizadas pela Justiça. Os agentes buscam celulares, computadores, tablets, mídias de armazenamento, documentos e outros materiais que possam esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar a eventual participação de outras pessoas.

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