MPRJ denuncia PMs por esquema com venda de pistola apreendida
As investigações reuniram provas como fotos, mensagens e áudios encontrados no celular de um dos suspeitos

Quatro policiais militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta terça-feira (30), agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra um cabo e dois sargentos nos municípios de Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante mais uma fase da Operação Patrinus.
De acordo com a denúncia, os policiais, um cabo e três sargentos, se apropriaram de uma pistola calibre 9 mm apreendida em uma ação realizada em julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. A arma teria sido vendida por R$ 6 mil, valor que foi dividido entre os envolvidos.
As investigações reuniram provas como fotos, mensagens, áudios encontrados no celular de um dos suspeitos, além de registros de movimentações bancárias que indicam a comercialização da arma. Ainda segundo o Ministério Público, os agentes teriam se aproveitado da função pública e da confiança do cargo para cometer os crimes.
Leia também:
Fim do prazo faz com que Força Nacional deixe de atuar no Rio
Polícia Civil mira finanças da ADA e prende suspeitos em operação na Zona Oeste
Casos semelhantes já foram registrados na região. Em maio de 2024, 13 policiais militares do 39º BPM (Belford Roxo) foram presos sob suspeita de vender armas e drogas apreendidas durante operações contra o tráfico. As apurações também apontaram a cobrança de propina de motoristas e mototaxistas, além da exigência de pagamentos semanais de comerciantes em troca de proteção.
Outras ações ocorreram ao longo do ano passado. Em julho, nove PMs foram detidos por prestar segurança armada a comerciantes durante o expediente. Já em agosto, outros 10 policiais foram presos acusados de receber pagamentos semanais para atuar na proteção de estabelecimentos na cidade.
Em maio deste ano, mais 11 policiais militares foram denunciados pelo MPRJ por suspeita de cobrar propina de comerciantes para realizar serviços de segurança privada enquanto estavam em serviço.