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Polícia Civil mira finanças da ADA e prende suspeitos em operação na Zona Oeste

Ao todo, a 34ª DP identificou 14 pessoas diretamente envolvidas no esquema, com movimentação média de cerca de R$ 5 mil por dia por integrante

relogio min de leitura | Redação 30 de junho de 2026 - 10:14
As ações ocorrem nos bairros de Bangu e Realengo, e, até o momento, três pessoas foram presas
As ações ocorrem nos bairros de Bangu e Realengo, e, até o momento, três pessoas foram presas -

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (30), uma operação voltada para o núcleo financeiro da facção Amigos dos Amigos (ADA), que atua na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste do Rio. De acordo com as investigações, o grupo chega a movimentar cerca de R$ 500 mil por semana por meio de esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico de drogas. As ações ocorrem nos bairros de Bangu e Realengo, e, até o momento, três pessoas foram presas.

A operação é conduzida por agentes da 34ª DP (Bangu), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). As equipes estão nas ruas para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

As investigações apontam que a facção mantém um sistema organizado para transformar os lucros do tráfico em dinheiro vivo. Segundo a 34ª DP, grande parte das vendas de drogas na região é realizada por meio de transferências via PIX e pagamentos em máquinas de cartão de crédito e débito.


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Ainda conforme apurado, os valores arrecadados são inicialmente enviados para contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Em seguida, cartões dessas contas são entregues a outros membros da organização, que ficam responsáveis por sacar o dinheiro. Após esse processo, os recursos retornam à facção sem ligação direta com sua origem ilegal, sendo reinseridos no financiamento das atividades criminosas.

Ao todo, a 34ª DP identificou 14 pessoas diretamente envolvidas no esquema, com movimentação média de cerca de R$ 5 mil por dia por integrante. A Justiça do Rio determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas na operação, com o objetivo de interromper o fluxo de recursos da organização criminosa. A ação desta terça-feira busca atingir o coração financeiro da facção, dificultar a circulação de dinheiro ilícito e reunir novas provas que contribuam para o avanço das investigações.

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