Ação da PM com dois trabalhadores mortos no Jardim Catarina provoca protestos e interdições
O caso gerou protestos no bairro e bloqueios na BR-101 e na RJ-104 ao longo do dia

A porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudia Moraes, afirmou nesta quarta-feira (27) que a corporação avalia a necessidade de manter policiais ocupando a região do Jardim Catarina, em São Gonçalo, após a morte de dois moradores da localidade durante uma ação na comunidade da Ipuca.
As vítimas, identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, foram baleadas enquanto saíam para trabalhar, segundo relatos de moradores. O caso gerou protestos no bairro e bloqueios na BR-101 e na RJ-104 ao longo do dia.
Segundo Cláudia Moraes, a Polícia Militar segue reforçando o policiamento na região e mantém apoio nas principais vias afetadas pelas manifestações. “A gente entende o sentimento da população, mas esse tipo de manifestação não é adequada, não está dentro da legalidade e afeta a vida da população, impedindo o direito de ir e vir”, afirmou a porta-voz.
Leia também:
Clima de revolta marca perícia no Jardim Catarina; polícia usa gás de pimenta para conter moradores
Ela também informou que os policiais envolvidos na ocorrência serão ouvidos tanto pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) quanto pela Corregedoria da Polícia Militar. “As armas serão periciadas após a apreensão e as imagens das câmeras corporais também serão analisadas. Nesse momento, os policiais seguem afastados das atividades”, disse.
O trânsito segue complicado na BR-101, na altura do Jardim Catarina. Até as 12h50 um ônibus permanecia parado na pista após um homem retirar a chave do coletivo durante o protesto. Já na RJ-104, manifestantes também realizaram um ato e uma faixa da via, no sentido Niterói, permanece interditada.