Motoboy preso por engano é solto pela Justiça na manhã desta quarta-feira (13)
Justiça do Rio considerou ilegal o reconhecimento fotográfico que o acusou de participar de uma tentativa de assalto a um policial

O motoboy Guilherme Fernando da Conceição Gomes, de 33 anos, deixou a Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, Bangu C, na manhã desta quarta-feira (13), dez dias depois de ser preso por engano. Após a Justiça do Rio considerar ilegal o reconhecimento fotográfico que o acusou de participar de uma tentativa de assalto a um policial militar de folga na Tijuca, Zona Norte do Rio.
O caso aconteceu no domingo (3). Segundo o registro de ocorrência, o agente sofreu uma tentativa de assalto, próximo à UPA da Tijuca, por volta das 11h45. No mesmo horário, Guilherme estava em um ponto de ônibus no Rio Comprido, na Região Central, a caminho do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul.
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Na unidade de saúde, um policial tirou uma foto de Guilherme enquanto aguardava atendimento. A imagem foi enviada para a vítima da tentativa de assalto, que no início não o reconheceu como autor do crime. Porém, os familiares que estavam no carro no momento do assalto afirmaram se tratar de Guilherme. O motoboy foi preso ainda no hospital e levado à 19ª DP (Tijuca).
As câmeras de segurança flagraram Guilherme e a mulher caminhando para um ponto de ônibus, na Rua do Bispo e em seguida na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, às 11h34 daquele dia. Cinco dias após a prisão, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que as provas apresentadas pela defesa não eram suficientes para comprovar que Guilherme não estava no local do crime. Na terça-feira (12), O juiz Marcello de Sá Baptista considerou ilegal o reconhecimento fotográfico e rejeitou a denúncia do MPRJ.