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MCs Poze do Rodo e Ryan SP são presos em operação da Polícia Federal

Ação da Operação Narco Fluxo investiga esquema que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão e mira artistas e influenciadores digitais

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 15 de abril de 2026 - 09:43
O MC Poze do Rodo foi preso em casa e  Ryan SP foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga
O MC Poze do Rodo foi preso em casa e Ryan SP foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga -

Os MCs Poze do Rodo e Ryan SP foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (15), durante uma ação policial contra um esquema de lavagem de dinheiro. A “Operação Narco Fluxo” ocorre em diferentes estados do país e mira a lavagem de dinheiro e transações ilegais de valores que ultrapassam R$ 1,6 milhão.

O MC Poze do Rodo foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, segundo informações da CNN Brasil. Ryan SP foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista.


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Além dos cantores, a operação também teve como alvo os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, fundador da página Choquei, e Chrys Dias, que possui quase 15 milhões de seguidores.

A defesa do MC Ryan informou que ainda não teve acesso ao caso que corre em sigilo, porém reafirmou a integridade do cliente e alegou que os valores na conta do artista possuem origem comprovada.

Já a defesa de MC Poze do Rodo, afirmou que não tem conhecimento sobre os autos e o motivo do mandado de prisão.

Operação Narco Fluxo

De acordo com a Polícia Federal, a ‘Operação Narco Fluxo’ busca desarticular uma organização criminosa especializada na movimentação ilícita de valores, até mesmo através de criptoativos, no Brasil e no exterior.

As ações ocorreram após investigações que localizaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem nas capitais do país.

A corporação informou que os envolvidos utilizavam um sistema para esconder e modificar valores, com operações financeiras de valores elevados, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. As investigações apontaram que o esquema movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.

No total, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Além disso, foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial, ou seja, sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. A intenção é frear as operações ilícitas e preservar ativos para um possível ressarcimento.

A ação também serviu para apreender veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.

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