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Secretário municipal depõe e revela ameaças antes de perseguição armada em São Gonçalo

Caso passou a ser tratado como atentado

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 20 de março de 2026 - 10:32
Durante o depoimento, o secretário declarou que as intimidações não são recentes e que já haviam sido formalizadas anteriormente
Durante o depoimento, o secretário declarou que as intimidações não são recentes e que já haviam sido formalizadas anteriormente -

O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio, João Vitor Pires, prestou depoimento ontem (19) na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí e afirmou que já vinha sendo alvo de ameaças antes do episódio registrado na RJ-106, em São Gonçalo.

Inicialmente tratado como uma possível tentativa de assalto, o caso teve a linha de investigação alterada e passou a ser apurado como um possível atentado. Com isso, a apuração foi transferida para a Delegacia de Homicídios, que assumiu o caso.

Durante o depoimento, o secretário declarou que as intimidações não são recentes e que já haviam sido formalizadas anteriormente, mas não detalhou o conteúdo das ameaças para não interferir nas investigações.


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Segundo ele, a situação vivida na noite de segunda-feira (16) ainda levanta dúvidas. Na ocasião, o carro em que estava foi emparelhado por outro veículo, de onde homens armados teriam anunciado a abordagem. O secretário conseguiu fugir, mas foi perseguido por cerca de dois quilômetros.

O caso aconteceu na altura do bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo, no sentido Maricá. Durante a fuga, ele entrou com o carro em um posto de combustíveis, onde acabou colidindo com outros veículos e atingindo uma bomba.

Ainda segundo o secretário, o contexto do caso é considerado incomum e precisa ser analisado com cautela pelas autoridades, que devem avaliar imagens de câmeras e outros elementos para esclarecer o que de fato ocorreu.

João Vitor também relacionou o episódio ao trabalho que vem sendo realizado pela secretaria, especialmente no combate a irregularidades em postos de combustíveis. De acordo com ele, as fiscalizações mais rigorosas têm provocado reações de grupos organizados.

Após o ocorrido, o secretário afirmou que teve a rotina de segurança reforçada e recebeu apoio da Prefeitura do Rio e das forças de segurança do estado.

Apesar do episódio, ele disse que pretende seguir normalmente com suas atividades até o fim do período à frente da secretaria. As investigações continuam.

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