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Polícia Civil prende criminoso que "herdou" do pai esquema de venda de atestados médicos falsos

As investigações tiveram início após uma médica denunciar que seus dados haviam sido usados para a produção de um atestado falso, em 2024

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 23 de janeiro de 2026 - 09:37
Os preços variavam de acordo com a quantidade de dias. Um dia afastado do serviço custava R$ 25 e, para cinco dias, o valor cobrado era de R$ 75
Os preços variavam de acordo com a quantidade de dias. Um dia afastado do serviço custava R$ 25 e, para cinco dias, o valor cobrado era de R$ 75 -

Policiais da 25ª DP (Engenho Novo) desmantelaram um esquema de falsificação e comercialização de atestados médicos. Um homem, que atuava na Rocinha, Zona Sul do Rio, e "herdou" a prática criminosa do próprio pai, foi preso.

As investigações tiveram início após uma médica denunciar que seus dados haviam sido usados para a produção de um atestado falso, em 2024. Na época, ela foi contatada por uma empresa para confirmar a veracidade do documento. O criminoso foi identificado, mas não foi deferido o pedido de prisão.


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No final do ano passado, mais uma vez a médica soube que seus dados estavam sendo usados de forma fraudulenta. Ela fez um novo registro e os agentes da 25ª DP chegaram mais uma vez ao mesmo criminoso.

O inquérito apontou que o esquema existia há cinco anos e os interessados no serviço clandestino podiam escolher o motivo e até a quantidade de dias que ficariam afastados do trabalho. Além disso, a fraude contava com receitas e carimbos falsos de hospitais públicos e

particulares, e os supostos pacientes nunca passavam por consultas, sendo tudo combinado por meio de aplicativos de mensagens.

Segundo os agentes, a pessoa interessada podia escolher até a data de validade do atestado médico. Os preços variavam de acordo com a quantidade de dias. Um dia afastado do serviço custava R$ 25 e, para cinco dias, o valor cobrado era de R$ 75.

Durante as diligências, os agentes chegaram até uma mulher que admitiu ter comprado um atestado falso. As mensagens trocadas por celular no decorrer da negociação mostraram todo o esquema.

Um dos documentos falsificados obtidos pelos policiais era idêntico ao atestado disponibilizado pela prefeitura do Rio e atribuía a consulta a um hospital da Zona Sul da cidade. A investigação não apontou a participação dos hospitais e a falsificação desses papéis timbrados era uma parte da fraude desencadeada por esse criminoso.

A partir da identificação do criminoso, ele foi intimado a prestar esclarecimentos e compareceu à delegacia do Engenho Novo. Surpreendeu os policiais civis que, acreditando na impunidade, o homem confessou todo o esquema ilegal e sua participação nele. Segundo o relato, o pai já vendia atestados falsos e, com sua morte, o homem assumiu a função, a partir de um talonário deixado pelo genitor. Em sua residência, foram encontrados diversos carimbos com dados falsos de médicos.

Diante dos elementos colhidos, a autoridade policial representou pela prisão do criminoso. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão.

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