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Moradores de São Gonçalo denunciam cortes de internet e controle do serviço por grupos armados

A prática tem sido apontada como uma tentativa de estabelecer um monopólio ilegal da distribuição de internet em determinados pontos da cidade

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 08 de janeiro de 2026 - 15:36
Segundo os relatos, as interrupções não seriam causadas por falhas técnicas, mas por ações criminosas ligadas ao controle do serviço por grupos armados que atuam na região
Segundo os relatos, as interrupções não seriam causadas por falhas técnicas, mas por ações criminosas ligadas ao controle do serviço por grupos armados que atuam na região -

Moradores de diferentes bairros de São Gonçalo têm denunciado sucessivos cortes de cabos de internet, que vêm deixando ruas inteiras sem conexão por dias. Segundo os relatos, as interrupções não seriam causadas por falhas técnicas, mas por ações criminosas ligadas ao controle do serviço por grupos armados que atuam na região.

De acordo com moradores, os cabos são rompidos de forma deliberada, e há casos em que usuários são intimidados a contratar apenas provedores específicos, supostamente ligados aos criminosos que controlam o território. A prática tem sido apontada como uma tentativa de estabelecer um monopólio ilegal da distribuição de internet em determinados pontos da cidade.


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As denúncias indicam que o problema não se restringe a um único bairro e também afeta áreas de Niterói, ampliando a preocupação de moradores e comerciantes que dependem do serviço para trabalhar, estudar e manter atividades básicas do dia a dia. Em muitos casos, a falta de internet impacta diretamente pequenos negócios, serviços essenciais e até o acesso a atendimentos remotos.

“A gente fica na mão deles. Eles escolhem a internet que a gente pode ter e mesmo com as que eles determinam, quando os acordos mudam, eles cortam e pronto. Estamos dias sem internet, ninguém fala nada, explica nada. Na porta da empresa tem um papel dizendo que fecharam por causa de fiscalização da polícia. As empresas grandes já não podem mais atender nossa região. No final, é a população quem sofre”, desabafou uma moradora do Mutuá, em São Gonçalo.

Apesar de também serem impedidas de atuarem em diversas regiões da cidade , as empresas responsáveis pela distribuição do sinal ainda não formalizaram denúncias nas delegacias da região. Segundo a Polícia Civil, esse passo é fundamental para que as investigações avancem ainda mais.

As delegacias da região informaram que realizam ações pontuais em locais sem autorização. A polícia destaca que a colaboração das vítimas é essencial para identificar os responsáveis, mapear a atuação dos grupos criminosos e adotar medidas para interromper esse tipo de prática.

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