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Caso João Pedro: MP pede que policiais sejam levados a júri popular

O adolescente jogava videogame com mais cinco amigos na casa do tio, quando, segundo testemunhas, os agentes entraram atirando

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 25 de janeiro de 2024 - 09:37
João Pedro Mattos Pinto, adolescente de 14 anos baleado e morto em maio de 2020
João Pedro Mattos Pinto, adolescente de 14 anos baleado e morto em maio de 2020 -

O Ministério Público do Rio (MPRJ) pediu para que os policiais acusados pela morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, sejam levados a júri popular. Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister são acusados de homicídio doloso e fraude processual. O menino foi morto com um tiro de fuzil durante uma operação das polícias Civil e Federal, em 2020, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

O adolescente jogava videogame com mais cinco amigos na casa do tio, quando, segundo testemunhas, os agentes entraram atirando. Ele foi atingido na barriga e levado para um helicóptero, onde teria ficado desaparecido por 17 horas até ser declarado morto.


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No pedido, a promotora afirma que o crime foi cometido "com o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima" e por motivo torpe.

Na ocasião, os agentes alegaram que seguranças dos traficantes da região teriam disparado contra os policiais e iniciado um confronto, o que não teria ocorrido. Ainda segundo a denúncia, os agentes alteraram o local do crime com a “intenção de criar vestígios de suposto confronto com criminosos”.

De acordo com o MPRJ, eles teriam plantado diversos artefatos explosivos e uma pistola, além de terem produzido marcas de disparos de arma de fogo junto ao portão da garagem do imóvel. Investigações apontaram ainda que a casa do tio do jovem, onde ele estava quando foi atingido, ficou com mais de 70 marcas de tiros

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o processo está em fase de alegações finais e ainda não há data prevista para o júri popular. As acusações do MP são negadas pela defesa dos policiais, que alega diversas nulidades no processo.

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