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Comerciante denuncia ter sido expulso de casa por traficantes em Maricá

O caso foi registrado na 82ª DP (Maricá). Briga por cano de esgoto teria sido o pretexto para invasor acionar o tráfico e tomar imóvel

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 17 de dezembro de 2023 - 12:47
O deputado estadual Filippe Poubel (PL), recebeu Anderson, a esposa e as duas filhas do casal em seu gabinete
O deputado estadual Filippe Poubel (PL), recebeu Anderson, a esposa e as duas filhas do casal em seu gabinete -

O comerciante Anderson, 38 anos, morador de Maricá, veio a público expôr, através das redes sociais, a situação que tem vivenciado junto a sua família após, segundo ele, ter tido sua residência tomada pelo Comando Vermelho, após uma briga por cano de esgoto.

No vídeo publicado, o trabalhador aparece em frente a 82ª DP (Maricá), onde fez um registro de ocorrência.


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"Tinham dez meses que eu tinha comprado um 'barraco', paguei uma parte e financiei o resto. A tia da minha mulher tinha garantido que não iria vender a casa de baixo pra ninguém, foi um trato nosso, mas foi de boca. Depois que eu já estava construindo mais duas lajes ela pegou e vendeu a casa. Só que vendeu pra um cara que assim que chegou já veio falando, cobrando, mesmo eu já tendo feito muro, tudo pra dividir", iniciou o relato.

"Só que tinha um banheiro com uns canos aparentes e esse homem não queria que ficassem assim e veio falar comigo. Tivemos uma discussão verbal, sem agressão, onde eu disse que ele não comprou a casa de mim, que então ele deveria falar com quem ele comprou, que no caso seria a tia da minha mulher, que me colocou nessa situação tendo feito um trato de que não iria vender a casa pra ninguém ", continuou o comerciante.

"Ele foi na minha casa, falou que iria resolver e dois dias depois chegou às 21h da noite com um cara do tráfico, falando que era do comando vermelho e que eu tinha que ir pra 'boca' resolver. Respondi afirmando que eu não devia nada pro CV e que não iria. Sou pai de família, não fumo, não cheiro, não uso drogas, só vivo no meu canto, cuidando da minha família", declarou Anderson.

O morador segue relatando o momento difícil que está passando junto a sua família, onde afirma que sua esposa chegou a passar cinco dias com a mesma roupa, pois o tráfico proibiu que eles retirassem as coisas da residência, assim como remédios e outros objetos de uso da família.

"Agora um mês e dois dias depois eles tomaram a minha antiga casa, que eu tinha alugado pra ter uma renda. O chefe do tráfico tomou essa minha casa, falou que agora era do comando, sendo que era a única renda que eu tinha, que conquistei com meu suor. Vim aqui na delegacia, os caras ameaçaram até jogar fogo em mim e aqui falaram que não podem fazer nada. Minha mulher, com quem sou casado há 21 anos, ficou cinco dias com a mesma roupa, porque o tráfico proibiu que entrássemos na nossa casa. Nem o remédio da minha filha que é autista eu pude pegar, tive que ir com a polícia. Estou de mãos atadas, sofrendo ameaças", concluiu o comerciante.

Na última quarta-feira (13), o deputado estadual Filippe Poubel (PL), recebeu Anderson, a esposa e as duas filhas do casal em seu gabinete na Alerj, mesmo dia em que Poubel falou no plenário sobre a situação, pedindo providências às polícias Civil e Militar, também formalizando ofícios.

“Não poderia ficar omisso diante da gravidade da violência sofrida pelo Anderson e sua família. Enquanto deputado estou cobrando providências às autoridades competentes, e na condição de cidadão, eu faço o que for possível para dar um pouco de dignidade nesse momento tão difícil”, afirmou o deputado, que também providenciou hospedagem para a família em local seguro e lançou uma vaquinha online para arrecadar recursos para a família.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que, de acordo com a 82ª DP (Maricá), o caso foi registrado e diligências estão em andamento para apurar o fato.

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